sexta-feira, abril 07, 2006

Impossível


Ah! Eu queria ser como o vento
Que passa, corre pelo espaço imenso
E ninguém consegue deter!
Queria ser como a tempestade
E enegrecer o céu todas as tardes
Pra que você sentisse falta do sol.

E quando negro se tornasse seu arrebol,
Queria ser a enfeitar seu céu a luz escarlate,
Depois as estrelas pra não lhe deixar só
E do espaço distante poder lhe observar

sempre, velar por você a cada instante
Cobrir seu universo com um lençol rutilante
E ter seus olhos a me contemplar.

Mas ai de mim que não sou vento,
Não sou estrela, não sou luz!
Só tenho o malvado tempo que reduz
Minha vida, minhas lágrimas e alegrias
A um monte de escombros e pó.

Ah! Se eu fosse o vento
Correria ao seu encontro agora
Abraçaria seu corpo e carinhosa
Seria cada palavra em seus ouvidos,
Suave seria cada toque em seu rosto,
Assim acabaria a tristeza e o desgosto
Que me enchem o ser.

Ah! Se eu fosse o vento!


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