quarta-feira, janeiro 25, 2017

Varsóvia, Polônia - linda, imensa e fria / Varsavia, Polonia - bella, enorme e fredda

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Foi assim: Chegamos. À porta de entrada no aeroporto, a partir do pátio de aterrizagem, se postaram vários policiais fardados e segurando cães farejadores. Alguns pouquíssimos de nós, eu entre os happy few, fomos requisitados a parar, responder algumas perguntas e ter os passaportes levados para uma saleta para conferência.
A oficial, séria e gentilmente, me perguntou de onde eu vinha, eu gaguejei, me esqueci o nome da cidade. Ela riu e perguntou: você não sabe de onde veio? Eu respondi: sei, mas fiquei nervoso e os nomes se confundem em minha mente. Aqui está meu passaporte com a passagem. Ela pegou o passaporte, seguiu para a saleta já mencionada. Alguns minutos depois, voltou, me entregou o passaporte e disse: vá por onde eles estão indo.
Segui os desafortunados a uma sala onde terriers famintos por drogas começaram a cheirar minha bagagem e partiram para minha direção. Após os poucos minutos que passavam em câmera lenta, o oficial me olhou fundo e disse: Go! Eu parti a mil, coração acelerado. Puts! Parado pela polícia no aeroporto de Varsóvia! Fiquei me perguntando, no caminho até à saída, o que tinha acontecido. Várias respostas vieram à minha mente: 1: eles pensaram que eu era um imigrante do oriente médio; 2: pensaram que eu era um mula latino americano trazendo drogas em meu estômago; 3: pensaram que eu estava levando drogas da Holanda para dentro da Polônia agora sob o governo antieuropeísta, nacionalista e conservador do presidente Andrzej Duda; 4: nenhuma das alternativas, era apenas revista de praxe; 5: eu estava no voo errado pro lugar errado - não cheguei a uma conclusão, mas pelo menos, ganhei uma história para introduzir este post.
Centro de Varsóvia - Palac Kultury i Nauki
Passado o susto e o risco (?) de ser mandado de volta, saí do aeroporto e fui direto no busão para o centro da cidade. E que cidade! Varsóvia me pareceu enorme, com ruas largas e prédios imponentes. O principal deles, o Palácio da Cultura e Ciência, que me pareceu poder ser visto de todos os pontos da cidade (pelo menos eu o usei como guia todas as vezes que saí do hostel em busca do desconhecido), rasgava o céu azul e parecia um colosso posto sobre a praça para onde todos os olhos se dirigiam, mesmo os olhos poloneses que têm com ele uma relação de amor e ódio por ter sido um presente de Stalin à Polônia.

Conhecendo pessoas e lugares
Após minha experiência no aeroporto e as lembranças que me vieram à mente dos dias em Bucareste – outra capital do leste europeu que havia saído das garras da antiga URSS -, não procurei conversa com ninguém pelas ruas. Minha estratégia para conhecer pessoas da Polônia foi postar uma mensagem num fórum do couchsurfing anunciando minha chegada e convidando a galera para uma conversa, um café ou um passeio pela cidade. Para minha grande surpresa, mais de dez couchsurfers poloneses responderam a minha postagem, e desses, duas maravilhosas figuras tiveram o horário e o dia coincidentes com os meus.
Obviamente conhecer uma cidade ou lugares na cidade com moradores é uma experiência diferente daquela de apenas pegar um mapa e ir andando, ou se juntar a um grupo de Free Walking Tour. Quando a Wiola me enviou uma mensagem e me convidou a explorar um antigo bairro chamado Praga, me dizendo que era onde foi gravado o Pianista, eu me arrumei e fui correndo encontrá-la. A Wiola morou no Brasil alguns meses e entre seus destinos esteve Salvador, onde ela trabalhava num hostel no Pelourinho. Então, nos demos bem desde o primeiro “Czéṥc” (Olá).
Ela estava me esperando num café nas proximidades da Catedral de Santa Madalena (uma igreja Gótica lindíssima e cartão postal da cidade) à qual eu cheguei depois de andar por volta de 40 minutos vendo os monumentos ao longo do caminho e a superbonita arquitetura local – os prédios e pontes são belíssimos, e o cetro Nicolau Copérnico está bem perto do distrito aonde eu ia, bem como o estádio de futebol, e outras atrações as quais listarei no final do post.
Bom, saímos caminhando pelo distrito Praga, à procura de um restaurante onde pudéssemos nos aquecer do frio e encher a barriguinha. Nessa região há vários restaurantes e bares para todos os bolsos, por isso não foi difícil encontrarmos boas opções.
Fomos a um restaurante bem elegante onde pudemos conversar bastante ao som de música ambiente e ao sabor de um café delicioso.  Depois de algum tempo, resolvemos ir bater perna, e a Wiola me mostrou a parte do bairro onde aconteceram as gravações do filme O Pianista e os prédios antigos, envelhecidos, que ainda faziam parte do patrimônio arquitetônico do período pré-guerra-e-ocupação-soviética. Os edifícios decadentes, um grupo de meninos jogando bombas nas ruas sem se importar se os fogos iriam atingir alguém, uma crescente sensação de insegurança e o sentimento de que já tínhamos visto tudo, fez com que minha anfitriã me convidasse a dar meia-volta e partir rumo à cidade antiga. 


Stare Miasto – A Cidade Antiga
Esse tempo de caminhada foi maravilhoso não apenas por me ajudar a conhecer minha anfitriã um pouco mais, mas também porque podemos conversar sobre muitas e variadas coisas, especialmente sobre política contemporânea polaca e o sentimento xenofóbico invadindo a Europa depois da abertura à imigração muçulmana recente. 
No entanto, a Stare Miasto (Cidade Antiga) fez com que nos calássemos para apenas admirá-la. A cidade original foi criada no século XIV d.C, mas hoje em dia restam apenas 5% a 10% das construções originais que foram destruídas várias vezes devido às invasões e guerras, tendo a última destruição ocorrido durante a II Guerra Mundial. Mas quem se importa com a originalidade dos antigos prédios uma vez que eles foram reconstruídos de forma a trazer de volta a antiga estrutura outrora existente?! Eu pelo menos não e importei, fiquei maravilhado. Não explorei muito o local, apenas ficamos na parte de entrada da cidade antiga, pois a noite começou a cair, o frio a recrudescer. 
Entretanto, tive a felicidade de ter em meu quarto um grupo de espanhóis supersimpáticos e gente
boníssima que me convidou a passear com eles por lá no dia seguinte. Não deu outra! De manhã cedo, por volta das dez (o sol nasce depois das 8:30 no inverno), lá estávamos nós nos encontrando de baixo de neve - muita neve! – que caía do céu como chuva torrencial para a emoção minha e deles (que vinham do quente sul da Espanha). 
By Marcos Navarro
Andamos a percorrer toda a Stare Miasto, sentindo o vento frio e a neve gelada caindo sobre nossos rostos, fazendo “poc, poc” em nossos olhos arregalados, regelando nossas mãos fotográficas, enquanto ouvíamos o guia do Free Walking Tour contar a história sobre o rei Sigismundo II, a casa mais estreita do mundo, o sino do desejo, o coração de Chopin na igreja da Santa Cruz; e escutávamos a música de Chopin saída dos bancos - espalhados por algumas áreas da cidade - quando passamos a mão neles, tomávamos o vinho quente no Christmas Market instalado na praça principal, etc.
 Pois bem, um dia que começou preguiçoso e com muita neve sobre a cidade, culminou num passeio agradabilíssimo com pessoas que instantaneamente se tornaram queridas – um brinde às viagens, às amizades que fazemos pelo caminho, e às pessoas de coração aberto à vida! Viva!

Eu, Marcos, Isa, Alejandro, Vicente, Juan - maravillosos chicos!


Réveillon em Varsóvia – Palac Kultury i Nauki
Para ser sincero, eu tinha decidido ficar no hostel e escrever um post sobre Eindhoven enquanto os fogos de artifício e os gritos de “Feliz Ano Novo” estivessem correndo soltos pela rua. Não estava mesmo muito afim de sair no frio para celebrar com um monte de estranhos a chegada de 2017. Mas a Astrid e o Ferruccio – uma dupla bem bacana que eu conheci no hostel no dia anterior – se recusaram a me deixar no quarto e me convenceram a ir rapidinho ver a queima de fogos que seria uma das mais bonitas da Europa e deixar o post pra depois. Me arrumei, e partimos caminhando os três à procura de um posto livre por entre a multidão que se aglomerava ao redor do Palácio.
 Estava tendo um show com músicos locais e o som que ouvíamos de música pop polaca enchia todo o quadrante da praça e além. Não conseguíamos ver sequer o asfalto, não só pela neve que caía, mas especialmente pelas milhares e milhares de pessoas que paravam a escutar as canções, e se punham à postos para contar os últimos segundos do Ano Velho, nós incluídos.
video

 Quando enfim o relógio badalou a virada do ano, o que se viu foi um show de luz e cores que durou por minutos intermináveis. Os fogos de variadas formas e sons iluminavam o céu, os rostos, as ruas e prédios. O Palácio da Cultura e Ciência deixava de ser um velho socialista sisudo e se transformava numa Carmen Miranda polonesa – foi um dos Réveillons mais bacanas que já tive. Nos abraçamos os três – um brasileiro, uma holandesa e um italiano –, nos desejamos um 2017 feliz e seguimos a multidão que ia embora pelas ruas como uma manada de volta ao aprisco enquanto a Astrid comentava que era muito estranho ver a debandada logo após os fogos uma vez que ainda rolava o show em frente ao Palácio. Talvez fosse devido ao frio, talvez todos tivessem tido a mesma ideia que nós, talvez houvesse outra festa para ir! Bom, nós voltamos para o calor dos quartos do Warsaw Hostel Centrum.



Ẑegnaj Warszawa! Adeus Varsóvia!
Os dias que passei na capital da Polônia foram muito bons, feitos mais especiais ainda pelas pessoas que conheci e com as quais tive o prazer de caminhar pela cidade, dividir refeições, ouvir e contar histórias e compartilhar experiências. Entre elas, a Iwona, uma polaca supersimpática, coptóloga, que ama a língua portuguesa e com quem tive o prazer de passar quase a tarde inteira conversando e aprendendo. 

No meu último dia por lá, fui convidado por ela para almoçar num restaurante maravilhoso chamado Café Kulturalna que fica dentro do Palac de Kultury i Nauki, pela entrada lateral do Marlszalkowska. E não bastasse o almoço maravilhoso, também pude ouvir histórias incríveis de suas viagens pelo mundo e de como ela havia se apaixonado pela língua e aprendido o português. A Iwona é dessas pessoas que a gente olha pela primeira vez e sente que é gente de casa. Aliás, foi bem assim a sensação da minha visita a Varsóvia – estar em casa, não pelo lugar ou seus monumentos, mas pelas pessoas que conheci e os amigos que fiz por lá: um pessoal que quero levar comigo sempre pela vida. 

O que ver/fazer em Varsóvia
Palak Kulturi i Nauki (Há um mirante no topo do prédio; um café e um teatro no térreo)
Nowy Sviat
Muzeum Frederika Chopina
Igreja da Santa Cruz
Tumba do soldado desconhecido
Plac Zamkowy
O castelo Real
Ryneg Starego Miasta
Barbakan
Fort Legionow
Centro Nicolau Copérnico
A Sereia de Varsóvia (estátua)
Caminhada ao longo do Rio Vístula
Igreja do Salvador
E tudo o mais que você quiser descobrir com suas caminhadas 

Gostou? Então divulgue 😉















(Traduzione di Teresa Concas)
E così, atterrammo. Proprio all'entrata dell'aeroporto, già sulla pista di atterraggio, erano appostati vari poliziotti in divisa, con cani antidroga al guinzaglio. A pochissimi di noi,  me compreso, venne chiesto di fermarsi per rispondere ad un paio di domande mentre i  nostri passaporti venivano portati in una saletta conferenze.
Una ufficiale, seria e gentile, mi chiese da dove venissi. Esitai, non riuscivo a ricordare il nome della città. Lei rise, incredula: “davvero non sa da dove arriva?”; e io: “Lo so, ma sono un po' nervoso e faccio confusione con i nomi. Qui c'è in passaporto e il biglietto”. Prese il passaporto ed entrò nella saletta di cui sopra. Tornò dopo alcuni minuti, mi consegnò il passaporto e mi disse di seguire il resto del gruppo.



Seguii gli sfortunati fino ad una stanza, dove terrier famelici di droga presero ad annusare i miei bagagli, dirigendosi poi verso di me. Come al rallentatore, passato qualche minuto, l'ufficiale mi squadrò per bene e disse: “Go!”. Non me lo feci ripetere, il cuore a mille. Questa poi! Fermato dalla polizia nell'aeroporto di Varsavia! Continuavo a chiedermi, andando verso l'uscita, cosa fosse successo. Ecco alcune delle possibili risposte che trovai. 1: Sono stato scambiato per un immigrato mediorientale; 2: Avranno pensato che fossi un trafficante sudamericano con lo stomaco pieno di droga; 3: Avranno pensato che stessi contrabbandando droga dall'Olanda in Polonia, che è controllata dal governo antieuropeista, nazionalista e conservatore del presidente Andrzej Duda; 4: Si trattava di un controllo di routine; 5: Ero sul volo sbagliato e sono atterrato nel posto sbagliato. Non sono tutt'ora giunto ad una conclusione, ma almeno ho guadagnato una storia per introdurre questo post.

Centro di Varsavia – Palac Kultury i Nauki
Passato lo spavento e il rischio (?) di essere rimandato indietro, uscii dall'aeroporto e andai direttamente a prendere il bus diretto in centro città. E che città! Varsavia mi sembrò enorme, con le sue strade larghe e i palazzi imponenti. Il più grande, il Palazzo della Cultura e della Scienza, mi sembrò si potesse vedere da tutti i punti della città (o almeno lo usai come punto di riferimento ogni volta che lasciai l'ostello in cerca dell'ignoto). Graffiava il cielo e sembrava un gigante torreggiante sulla piazza, dove tutti gli occhi si dirigevano, compresi quelli dei polacchi che hanno con lui una relazione di amore e odio, poiché fu un regalo di Stalin alla Polonia.

Conoscendo persone e luoghi
Dopo la mia esperienza in aeroporto e il ricordo ora sempre più vivido dei giorni a Bucarest (altra capitale est europea scampata alle grinfie dell'URSS), non cercai di parlare con nessuno per strada. Il mio piano per conoscere persone in Polonia era postare un messaggio in un forum di Couchsurfing annunciando il mio arrivo e invitando i lettori per quattro chiacchiere, un caffè o una passeggiata per la città. Con mia grande sorpresa più di dieci couchsurfers polacchi risposero al mio post e, di questi, due splendidi persone avevano tempi e giorni coincidenti con i miei.
Ovviamente conoscere una città e i suoi luoghi con chi vi abita è un'esperienza diversa dal semplice prendere una mappa e andare, o unirsi ad un Free Walking Tour.
Praga
Per questo quando Wiola mi inviò un messaggio per invitarmi ad esplorare un antico quartiere chiamato Praga, dicendomi che lì era stato girato Il Pianista, mi rassettai e corsi ad incontrarla. Wiola ha vissuto in Brasile per alcuni mesi vivendo per qualche tempo anche a Salvador, dove lavorava in un hotel in Pelourinho: per questo andammo d'accordo dal primo “Czéṥc” (Ciao).
Mi aspettava in un caffè vicino alla Cattedrale di Santa Madalena (una chiesa gotica stupenda, cartolina della città) dove arrivai dopo una camminata di quasi 40 minuti, in cui mi presi il tempo di osservare i monumenti lungo la strada e la meravigliosa architettura locale – i palazzi e i ponti sono bellissimi, e il centro Nicola Copernico è molto vicino alla zona dove stavo andando, così come lo stadio di calcio e altre attrazioni che elencherò alla fine di questo post.
Dunque, uscimmo a passeggiare per il distretto Praga alla ricerca di un ristorante dove poterci riparare dal freddo e riempirci lo stomaco. In quest'area si trovano molti ristoranti e bar per tutte le tasche, per questo non fu difficile trovare un buon posto.
Scegliemmo un ristorante molto elegante, dove era possibile conversare con musica di sottofondo accompagnata da un delizioso caffè.
Dopo un po', decidemmo di metterci in cammino e Wiola mi mostrò la parte del quartiere dove ci venne è stato girato il film Il pianista, tra i palazzi antichi, invecchiati, che ancora facevano parte del patrimonio architettonico del periodo prima della guerra/occupazione sovietica. Gli edifici decadenti, un gruppo di ragazzini intenti a tirare petardi per strada senza prestare attenzione se colpivano qualcuno o meno, un crescente senso di insicurezza e la sensazione di aver già visto tutto fecero si che la mia guida mi invitasse a tornare indietro per fare un giro nella città vecchia.


Stare Miasto – La città vecchia
Il tempo di questa passeggiata fu meraviglioso non solo perché mi aiutò a conoscere un po' meglio la mia guida, ma anche perché ci permise di conversare di molti e svariati argomenti, specialmente l'attuale politica in Polonia e il sentimento xenofobo che sta invadendo l'Europa dopo la recente apertura all'immigrazione musulmana.


Nel frattempo, la Stare Miasto (Città Vecchia) ci fece ammutolire, ammirati. La città fu fondata inizialmente nel XIV secolo D.C., ma ad oggi rimangono appena il 5 o 10% delle costruzioni originarie, distrutte varie volte tra invasioni e guerre, l'ultima risalente alla seconda Guerra Mondiale. Ma a chi importa dell'originalità degli antichi palazzi, una volta che sono stati ricostruiti in maniera da riprodurre l'antica struttura?! Almeno, a me non importava, ne rimasi meravigliato. Non esplorai molto la zona, rimanendo soltanto vicino all'entrata della città vecchia, perché cominciò a calare la sera  e il  freddo ricominciò a mordere.
Poi, per una felice coincidenza, trovai nella mia stanza un gruppo di spagnoli stra simpatici e alla mano che mi invitarono a ritornare lì con loro il giorno seguente per una passeggiata. Senz'altro! La mattina presto, intorno alle dieci (il sole nasce dopo le 8.30 in inverno), eccoci là, a incontrarci sotto la neve (tanta neve!) che cadeva dal cielo come pioggia torrenziale tra il mio e il loro stupore - che venivano dal sud della Spagna.


Percorremmo tutta la Stare Miasto, sentendo il vento freddo e la neve gelata cadere sui nostri volti, facendo “poc, poc” nei nostri occhi socchiusi, congelando le nostre mani fotografiche, mentre la guida del Free Walking Tour ci raccontava la storia di Re Sigismondo II, della casa più stretta del mondo, della campana del desiderio, del cuore di Chopin nella chiesa della Santa Croce; e ascoltavamo la musica di Chopin venire dalle bancarelle sparse in alcune aree della città, o bevendo vino caldo nel mercatino di Natale nella piazza principale ecc.
Insomma, un giorno che era iniziato pigramente e con molta neve sulla città, terminò in una splendida passeggiata con persone che fin da subito sentii vicine – un brindisi ai viaggi, alle amicizie che si fanno lungo il cammino e alle persone con il cuore aperto alla vita! Viva!


Capodanno a Varsavia - Palac Kultury i Nauki
Ad essere sincero, avevo deciso di rimanere in ostello a scrivere un post su Eindhoven quando i fuochi d'artificio e le grida “Felice anno nuovo” avessero iniziato a correre libere per la strada. Non ero molto dell'idea di uscire al freddo per celebrare con una folla di estranei l'arrivo del 2017. Ma Astrid e Ferruccio, una coppia molto simpatica che avevo conosciuto il giorno prima proprio in ostello, si rifiutarono di lasciarmi in stanza e mi convinsero a sbrigarmi per vedere i fuochi, che sono uno degli spettacoli più belli d'Europa e a lasciare il post per dopo. Mi rassettai e ci incamminammo, un trio in cerca di un posto libero in mezzo alla moltitudine che si raccoglieva intorno al Palazzo. Era in corso un concerto di musicisti locali e la musica pop polacca riempiva risuonando tutta la piazza e oltre. Non si riusciva nemmeno a vedere l'asfalto, non solo per la neve che cadeva incessantemente, ma specialmente per le centinaia e centinaia di persone che si fermavano per ascoltare le canzoni, preparandosi a contare gli ultimi secondi dell'anno vecchio,e noi con loro.
La casa più stretta del mondo

Quando finalmente l'orologio segnò il passaggio dell'anno, cominciò uno spettacolo di luci e colori che durò per lunghissimi minuti. I fuochi di molte forme e suoni illuminavano il cielo, i volti, le strade e i palazzi. Il Palazzo della Cultura e della Scienza smetteva di essere un vecchio socialista serioso e si trasformava in una luccicante Carmen Miranda polacca – uno dei capodanno migliori della mia vita fin'ora. Ci abbracciammo: un brasiliano, una olandese e un italiano, augurandoci un felice 2017 e seguimmo la folla che si disperdeva per le strade come un gregge di ritorno all'ovile mentre Astrid commentava che era molto strano vedere che tutti se ne andavano subito dopo i fuochi, visto che lo spettacolo continuava di fronte al Palazzo. Forse per via del freddo, forse avevano avuto tutti la nostra stessa idea, forse stava iniziando un'altra festa cui andare! Insomma, noi tornammo al caldo delle stanze del Warsaw Hostel Centrum.


Ẑegnaj Warszawa! Arrivederci Varsavia!
I giorni che passai nella capitale Polacca sono stati molto buoni, resi ancora più speciali dalle persone che ho conosciuto e con le quali ho avuto il piacere di camminare per la città, dividere pranzi e cene, ascoltare e raccontare storie, condividere esperienze. Tra queste, Iwona, una polacca super simpatica, studiosa della lingua e della cultura copta, che ama la lingua portoghese e con cui ho avuto il piacere di passare quasi tutta la sera chiacchierando e imparando.
Chiesa della Santa Croce
L'ultimo giorno mi invitò a pranzo in un ristorante meraviglioso chiamato Café Kulturalna, dentro il  Palac de Kultury i Nauki, passando dall'entrata laterale del Marlszalkowska.  E come se il meraviglioso pranzo non fosse bastato, ebbi anche il piacere di ascoltare le incredibili storie dei suoi viaggi intorno al mondo, e di come, innamorata della lingua portoghese, decise di impararla. Iwona è una di quelle persone che fin dal primo momento si capisce che sono gente di casa. In realtà, questa fu la sensazione per tutto il tempo della visita a Varsavia: essere a casa, non per il posto o per i monumenti, ma per le persone che ho conosciuto e gli amici che ho trovato lì, gente che vorrei portare con me per tutta la vita.

Cose da vedere/fare a Varsavia
 Palak Kulturi i Nauki (C'è un terrazzo panoramico in cima al palazzo; un caffè e un teatro al piano terra)
Nowy Sviat
Muzeum Frederika Chopina
Chiesa della Santa Croce
Tomba del milite ignoto
Plac Zamkowy
Il castello reale
Ryneg Starego Miasta
Barbakan
Fort Legionow
Centro Nicolau Copérnico
La sirena di Varsóvia (statua)
Camminata lungo il fiume Vístula
Chiesa del Salvatore
E tutto quello che potete scoprire con le vostre passeggiate

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