sexta-feira, janeiro 06, 2017

Bruxelas - Bélgica - a cidade da Grand Place e do Mont des Arts

A minha viagem começou em Portugal, mas não vou falar sobre as terras lusitanas agora. Quero começar a falar sobre meu segundo destino: A Bélgica, um nome que sempre gostei de pronunciar (acho-o muito melódico) e que sempre me levou a pensar em chocolate, Smurffs, Tintin, waffles e, mais recentemente, Stromae.

A Bélgica é um país pequeno (ap. 30 528 km²), mais ou menos do tamanho do estado de Alagoas (ap. 27.768 km²), cuja capital é Bruxelas – um nome que não é tão bonitinho assim -, e foi lá que eu cheguei numa tardinha de inverno frio (mas frio mesmo!) e céu azul.

Embora eu tivesse colhido informações aqui e ali sobre o que fazer, não preparei nenhum roteiro para minha visita. A única coisa que realmente planejei foi onde ficar. Procurei um lugar bem central e encontrei um hostel que se fixou numa antiga fábrica às margens do rio Charleroi-Brussel que parecia ser muito interessante e que seguramente era perto de tudo, pois nas cidades europeias, o centro é o lugar onde se encontram a maioria das atrações urbanas de interesse turístico.



O que fazer em Bruxelas
Assim que cheguei no hostel, deixei minhas malas e fui ser cliché, fazendo o que todo turista dos
trópicos faz passeando no Velho Continente em dezembro: sentir o vento gelado pelas ruas estreitas e visitar o Christmas Market.

A razão pela qual eu gosto de visitar os “Mercados Natalinos” não é outra senão interação – em todos os sentidos. Lá você pode dar um mergulho rápido na cultura local, saboreando comidas e bebidas típicas, pode encontrar pessoas nativas e interagir com elas (obviamente dependendo do país em que você está e do quão comunicativ@ você é), e, de quebra, ainda se entreter muito nos parques de diversão montados especialmente para esse período.

Este ano, no entanto, fui muito cauteloso no passeio por causa da notícia de que mais um louco fanático tinha vitimado várias pessoas num Mercado Natalino em Berlim apenas no dia anterior à minha chegada a Bruxelas. Embora tudo parecesse normal por lá, sempre há a apreensão de que alguém possa repetir os ataques em qualquer outro lugar, inclusive (e talvez especialmente) ali, na capital da Comunidade Econômica Europeia.

Mas naquela noite as pessoas estavam mais concentradas no show de luzes sobre as paredes da linda Igreja gótico-barroca de Santa Catarina (construída em meados do século 19), nas risadas das crianças no carrossel, nas conversas animadas regadas a vinho quente e waffles cobertos por chocolate belga do que nos fanáticos religiosos espelhados pelo mundo.

Os monumentos
Victor Hugo, um dos maiores (senão o maior) escritores do Romantismo francês, no tempo em que viveu exilado em Bruxelas, disse que a sua praça central, chamada em francês de “Grand Place” (Na Bélgica se fala francês, alemão e neerlandês) era a praça mais bonita da Europa. Eu, cético que sou em relação a opinião de segundos, não levei muita fé nessa declaração dele até que entrei na praça. Lá, fiquei sem saber para onde olhar. Tantos edifícios bonitos e riquíssimos em detalhes, tanta minúcia arquitetônica – fica-se admirado. Nessa praça antiquíssima onde funcionaram mercados e casas de pão, vítima de intenso bombardeio francês no século 17 que a destruiu quase por inteiro, hoje têm lugar os prédios públicos como a Maison du Roi, o Museu da Cidade de Luxemburgo, o Museu da Cerveja, a Câmara Municipal, entre outros. É um lugar daqueles que não podemos deixar de visitar. Especialmente porque está ali, bem no coração da cidade, entre ou próximo a outros monumentos importantes.
De lá, por exemplo, pode-se ir caminhando ao encontro do que é considerado uma das três atrações
turísticas mais decepcionantes do mundo – o Manneken Pis. Uma estátua de 36 cm, ao estilo querubim barroco, de um menino urinando numa bacia de bronze. Se você for uma pessoa distraída, quase poderia passar batido sem ver a famigerada estátua que foi vítima de tantos sequestros que hoje está sob vigilância contínua e é o objeto de desejo de milhares de pessoas que visitam a cidade e se acotovelam para ter o momento extasiante da fotografia com ele, o menino do pipi.
Uma vez que você tenha sobrevivido às cotoveladas e ao empurra-empurra e esteja longe dali, continue andando até o Palácio Real, de onde poderá ir a mais duas atrações da cidade: O Parque de Bruxelas, em frente ao Palácio; e o prédio do Parlamento, atrás dele. Essas obras arquitetônicas são bacanas para quem gosta de prédios, arquitetura, design. Porém, se você não é fã, dê uma olhadela rápida e parta a ver o belíssimo parque que é o orgulho da cidade ou então prossiga na caminhada até à visão extasiante que se tem do Mont des Arts, mais uma obra arquitetônica belga com valor histórico e êxtase para os olhos. Do Mont des Arts têm-se uma visão panorâmica da cidade, de onde se pode ver a Catedral de Bruxelas e até o Atomium, um dos cartões postais da cidade (este último eu não quis visitar por conta de passar apenas um dia na cidade) – ficará para a próxima, talvez.

Doce Bruxelas
Não poderia terminar este post sem falar de duas comidas de que gosto muito e de uma bebida de que não gosto nada, mas que é tradição: chocolate, waffles e cerveja. As cervejas belgas são famosas por terem gostos e texturas diferentes – tem cerveja até com gosto de cereja! Os waffles estão em cada esquina com preços que variam do modesto 1 euro (sem recheio) até vários euros dependendo de onde você vai.

Caminhando pelas ruas do centro de Bruxelas e sentindo o perfume dos waffles vindos das várias tendas, quiosques, lojas e restaurantes, eu não resisti e comi alguns – o favorito foi o de kiwi com chocolate belga, o qual degustei sentado no Mont des Arts, vendo o povo ir e vir, o sol se pôr sobre aquela cidade bonitinha e de pessoas gentis enquanto o sabor delicioso do chocolate inundava todos os meus sentidos. 




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