domingo, maio 03, 2009

A ver navios

Meu amor se perdeu além do cais
Foi embora entre navios e balsas largas.
Fiquei a dar adeus c'os olhos cheios de lágrimas amargas
E nem sei dizer se ele voltará.

Hoje fiquei contando estrelas ao anoitecer.
Se alguma delas brilhou pra mim, não sei dizer
Mas penso que elas são todas lindas
E que estão no lugar onde eu queria estar
- De lá de cima, poderia ver o mar
E saber em que porto atracou quem partiu sem mim.

A vida a ninguém machuca,
Mas os homens, esses sim, são maus.
Não foi à vida que dei toda a minha ternura,
Não foi ela quem me retornou pedras e paus.
A vida a ninguém machuca.

Deixei pela manhã os passarinhos cantando na janela,
Eram cardeais e canários de pena amarela,
E saí correndo a ver o mar.
Mas do cais não avistei navios, só vi as ondas marolando devagar.

Saí correndo pela manhã procurando preencher o meu vazio.
É tão ruim ficar lembrando de quem partiu!
Queria mesmo era mandar todo mundo pra puta-que-pariu!
Mas eu sou tão besta, meu Deus, que fico aqui à beira-mar
Solitário, triste, perdido, com os olhos fixos a ver navios.





Um comentário:

Pritcila disse...

Lindo poema amigo...
Uma vez ia escrever algo, com esse tema, mas sabia que eu choraria sempre que lesse.. rs..
O que me acalma é que o que é nosso ta guardado.E não Há distancia ou quelquer coisa do tipo que nos derrubará!!
beijos

Tervetuloa Turkuun! Turku, a cidade da margarida gigante.

“Perplexidade” – essa é a palavra que toma conta de nós quando ouvimos falar de ataques terroristas. Pois, é difícil entender, por exem...