terça-feira, abril 11, 2006

Suspiros

Eu sou a folha nua, despida
À qual o vento tortura;
Sou as ervas do campo
- indesejadas
Às quais ninguém procura.

Vês as aves no céu?
- em breve perderão as asas!
Ouves os pássaros nos ninhos?
- abandonarão seu canto!

Eu sou a tristeza, sou a dor
De quem veio ao mundo
Pra te ver, e não teve seu amor;
Sou o proscrito, o imundo;
Sou o pranto, o rejeitado, o dissabor.

Sou as horas sombrias, geladas,
As noites de frio e os desertos;
Sou as cidades abatidas, saqueadas,
E a desesperança de quem perdeu a fé.
Eu sou o luto e a dor da perda

De alguém que nunca tive.

2 comentários:

Cláudia Taissa disse...

este é um bom texto por ter proundidade e mostrar um eu lirico apaixonado e querendo mostra que infelizmente o seu amor não deu certo .Parece um tema muito recorente mais este poema se torna unico pelo estilo impar do autor

Karina disse...

Marcinho,te adoro,a cada vitória tua mais me orgulho de vc,vc é forte e vencedor..amo vc d+