quarta-feira, maio 21, 2008

POESIAS


Eu faço poesia com olhos tristes,
De desencanto; com olhos sonâmbulos
Vagando pela névoa da noite.
Faço versos com olhos de pranto
Daqueles que perderam a mágica da vida.


Nos meus cantos ressoa um LÁ menor, solitário,
Com a 7a e com a 9a.
Depois do LÁ vem um MI, também menor,
Em desacordo.
Meus poemas são lamentos
De quem esqueceu os santos da infância
E de cujas fadas não se ouvem
Mais falar.

São memórias tristes e risos esquecidos
No canto da sala ou em outro qualquer lugar.
Minha lírica não é como a do Poeta
Evocando a vida, sem querer partir -
É, ao contrário, um Azevedo invocando Tânatos,
Anúbis ou outro etéreo ser.

Meus poemas são tristeza fria e geleiras eternas,
São mares, e mares, e mares
Sem nehnhuam terra.

Um comentário:

Anônimo disse...

Show de bola!!
O modo como um simples filme pode ter várias concepções...
Um texto que nos faz refletir sobre esse mundo globalizado e essas porcarias que a mídia coloca na mente de pessoas alienadas todos os dias.
vlwww

Londres ao pôr do sol

Devo confessar que nesta altura do campeonato não vi sequer um jogo da Copa do Mundo na Rússia. Eu sei, o Brasil está em polvorosa, ca...