| Vista do Castelo de São Jorge, Lisboa - (foto: Johann Morriseau) |
Passagens nas mãos, reservas feitas, era jogar
os panos dentro da mala e aguardar o dia. Mas eu sou eu, né?! Como de costume,
deixei pra arrumar a mala faltando apenas 3 horas para o embarque enquanto o
pessoal no Whatsapp me chamava de maluco e minha mãe me dizia que eu “ia acabar
largando o passaporte em casa”. Mas não é bem assim. Embora eu seja daqueles
nossos que deixam tudo para a última hora, durante a(s) semana(s) que
antecede(m) a viagem, eu vou fazendo uma lista, bem organizada, com todos os
itens que preciso levar. Aí, na hora de pôr a mala em ordem, é só ler o que
escrevi e tudo fica prontinho em menos de 20 minutos.
Uma última conferida na lista, tudo estando
ticadinho, era meter o cadeado e partir rumo ao aeroporto Internacional de
Salvador, rever aquela avenida única coberta de bambus dos dois lados lembrando
os dias da IIa Guerra Mundial. Mas ninguém lembra de guerra quando está com a
família no carro de olhos mareados e conversas agradáveis. Dalí pra frente era
só beijar e abraçar todo mundo e cair fora em direção ao balcão da TAP –
Lisboa, cá estou, pois pois!
As 8 horas de viagem de Salvador a Lisboa foram
longas. Não consigo dormir quando estou em viagem, e ver filmes na telinha de
bordo não faz a minha cabeça. No entanto, neste voo, eles estavam
passando
vários capítulos da série “Divã”, com Lilia Cabral, uma de minha atrizes
favoritas. Fui distraindo até dormir – mais ou menos dormir, porque a o voo foi
muito turbulento, com direito a relâmpagos e muito, muito waka-waka. Os comissários
de bordo tiveram de suspender o serviço de refeição por duas vezes. Agora
pensem em vocês no meio do Atlântico, chacoalhando feito a Shakira e com a
barriga roncando como o rosnar de um cachorro feroz – pânico no céu, mas no
fim, sempre no fim, tudo dá certo e poucas horas depois, estávamos todos sãos e
salvos em solo português com o piloto recebendo aplausos dos passageiros em êxtase
de alívio por não terem ficado boiando sobre as águas negras do Atlântico.
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| Jantar TAP |
Na saída do desembarque internacional, terminal
1 – que é onde os voos da TAP chegam -, diante do portão, vá para a direita. Ali
haverá um balcão de informação, em frente dele uma casa de câmbio (sugiro que
não troque dinheiro em casas de câmbio nos aeroportos), do lado desta um café
bem agradável. Se não quiser informação, grana ou café com pastéis (que são bolinhos
como nossas empadas ou quiches – mais ou menos), saia, siga sempre à direita e,
em frente às escadas rolantes, verá três portas automáticas que te levarão ao
metrô.
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| Mapa das Linhas do Metro de Lisboa |
O acesso ao centro de Lisboa pelo metrô é muito
bom, você tem linhas e conexões para todos os lugares, só precisa ficar de olho
nos horários. São quatro as linhas: azul, vermelha, amarela e verde. Há também
autocarros (ônibus), comboios (trens) e balsas que complementam o serviço e os
quais você pode pagar com o mesmo tíquete que você comprou no metrô – uma tarifa
é válida por 24 h. a partir do momento que você usou o cartão pela primeira vez
– trocando em miúdos, com a tarifa de um dia, você pode andar em quase todos os
meios de transporte por 24 horas, basta apenas tocar o cartão nos validadores. Eu
comprei um cartão para sete dias por 42,50 euros – lembrando que você pode
fazer quantas viagens quiser utilizando os serviços de transporte público
integrados por 24 horas a partir da primeira validação (o cartão é recarregável
em caixas eletrônicos espalhados pelos terminais do metrô (aqui pronunciado “metro”)
e outros terminais.
| Johann conversando com o canário |
| Praça Camões - Lisboa |
Digressões à parte, uma das pessoas que me
ajudaram a encontrar meu caminho, inclusive ligando para meu hostel, foi uma
soteropolitana chamada Ana, cujo filho chegou da Bahia no mesmo dia que eu. Ela está
morando aqui há 8 meses já e seu menino – um rapazinho de 15, 16 anos - veio
ficar com ela. Foi lindo ver a felicidade explodindo entre os dois, e mais
lindo ainda ouvir as palavras de carinho em baianês “oh, neguinho de mainha,
foi tudo bem?”. Mais dois brasileiros fugindo da violência que nos assola –
lembro que ela me disse: “o que me faz gostar de Lisboa, entre outras coisas, é
poder andar com meu celular na rua a qualquer hora do dia ou da noite sem
precisar de escondê-lo na minha roupa”. Triste verdade! Mas fiquem de olho! Há roubos em Portugal. Especialmente praticados por imigrantes do leste europeu. Eles te cercam e levam suas coisas sem você perceber, daí haver vários anúncios espalhados nas linhas de trem, metrô e elétricos te alertando sobre os “carteiristas” – a diferença é que ninguém vai te esfaquear ou te dar um tiro pra levar as suas coisas - (obs. aos seguidores de Pasquale Neto antes que me corrijam o uso de pronomes e possessivos no parágrafo em questão: eu sei a diferença entre tu/você, teu/seu J ).
precisar de escondê-lo na minha roupa”. Triste verdade! Mas fiquem de olho! Há roubos em Portugal. Especialmente praticados por imigrantes do leste europeu. Eles te cercam e levam suas coisas sem você perceber, daí haver vários anúncios espalhados nas linhas de trem, metrô e elétricos te alertando sobre os “carteiristas” – a diferença é que ninguém vai te esfaquear ou te dar um tiro pra levar as suas coisas - (obs. aos seguidores de Pasquale Neto antes que me corrijam o uso de pronomes e possessivos no parágrafo em questão: eu sei a diferença entre tu/você, teu/seu J ).
| Lisboa - me lembrando as ruas de São Salvador da Bahia |
| Miradouro de São Pedro de Alcântara |
| Pombos tomando banho no Largo de São pedro de Alcântara |
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Beijo e até a próxima.


