Em breve posto aqui o texto.
Aguardem
segunda-feira, dezembro 21, 2015
sexta-feira, dezembro 18, 2015
Paris é uma festa - Parte II - um pouco sobre a comida
| Mesa posra no Pallais du Versailles |
A gastronomia francesa
é uma das mais celebradas do mundo. Seus pratos variam desde os exóticos aos
mais ordinários, aos fast-foods americanos. Daí ela ser boa para todos os
gostos e todos os bolsos.
Mesmo quando viajando com a grana curta, como eu, sempre tem espaço pra comer bem e, estando com amigos, dividir a conta de queijos, vinhos, baguettes, croissants, etc. sempre é uma boa ideia.
O pão, por exemplo, é
uma parte indispensável da gastronomia francesa. Qualquer refeição que se preze
na França tem de ter pão de entrada. Foi isso que descobri na casa de Johann
nos dias que estive lá. Por isso, logo que saímos dos arredores da Torre Eiffel
em direção à casa do meu amigo, Johann me disse que era necessário passarmos
antes numa boulangerie (padaria) para comprarmos pão para o almoço. E lá fomos
nós, dirigindo pela bela cidade até chegarmos a um lugarzinho pequeno, com
gente supersimpática e sorridente que mal ouviu meu sotaque, me perguntou:
"Tu viens d'oú?", quando eu disse que vinha do Brasil, os sorrisos se
alargaram, os olhinhos brilharam e a atendente, que também era caixa, me disse:
"Riô!", a que eu logo bradei na mesma empolgação: "Salvador de
Bahiá!", ela, percebendo uma disputa territorial, jogou mais lenha na
fogueira: "Corcovadô" ao que eu respondi sorridente: "Elevador
Lacerdá", e assim ficamos falando de monumentos e atrações das duas
cidades por mais uns dois minutos, até que seu estoque de palavras cariocas
acabaram e ela me disse: então, quantas baguettes? Eu, doido pra continuar
falando da Bahia, olhei pra ela e respondi meio que mordendo a boca: duas, por
favor", ela sorriu, pegou o dinheiro, registrou e, com a mesma maozinha,
foi à prateleira e pegou os meus pães, sem cerimônia nenhuma. segurou meu ranguinho
com as mãos de uma manhã toda de dinheiro, coçadinha de cabeça, apertos de mãos
e sabe-lá-Deus-o-que-mais. Ela me entregou o pão, com um sorriso tão meigo e
eu, sorrindo amarelo, agradeci, olhei pra o meu amigo como que perguntando:
"vamos assar esse pão, bem assado, né?". Mas ele, não entendendo
minha cara, me disse enquanto ajeitava as baguettes em meu sovaco:
"debaixo do braço, Marciô, põe debaixo do braço". E lá fomos nós
almoçar um delicioso guisado francês com o paozinho cheiroso de entrada.
Sempre antes de
comermos, arrumava-se a mesa com pratos, garfos, geleia e manteiga, e
conversávamos enquanto nos deliciávamos no pão francês. Os restaurantes também
são a mesma coisa. Neles, quando o pão acaba, os garçons servem mais, e mais, e
mais até você ir embora. Você pode ir almoçar num restaurante e garantir seu
café da manhã por uns três ou quatro dias (brincadeira!).
Pois bem, fomos os três
ao Fallafel, que fica num bairro judeu em Paris, e lá, por causa da fama do
local, tivemos de esperar algum tempo na fila, no frio e na chuva para comer.
Foi uma espera longa, uma espera roncadoura, mas valeu a pena. Os garçons
sempre muito cordiais, servindo pão pra gente o tempo todo. Um dos garçons,
David, ao saber que éramos brasileiros, ficou todo prosa, puxando assunto
sempre que conseguia chegar à nossa mesa. Foi ele, por sinal, que me informou
que a base da refeição francesa era o pão, depois que eu, acostumado com os
restaurantes brasileiros, perguntei se a gente ia ter de pagar por aquela
padaria toda. Ele me disse que ficasse despreocupado porque na França, o pão e
água nos restaurantes são de "graça" (as aspas são minhas). Bom, ele
trouxe o menu e aí, o papai aqui, seguido por Fabrício, foi inventar de pedir o
Fallafel no prato - Gabi pediu um cone tipo Mcwrap por metade do preço. Quando
os pratos chegaram, a gente, morrendo de fome, caiu matando, mas não conseguiu
comer nem a metade! O prato era tão bem servido que não aguentamos terminar.
Bem fez Gabi: comprou uma porção menor, pagou metade do preço e não deixou nem
um tiquinho pra contar história. Avisados, brazucas do olho maior que a
barriga, só comprem o prato de Fallafel se vocês aguentarem comer até o fim!
Saímos felizes e pesados
do restaurante para caminhar pelas ruas de Paris – sim, mais uma caminhada!
Paris é linda, um lugar onde se caminha sem perceber o tempo passar e se queima
calorias com gosto de vanguarda. Caminhamos tanto, tiramos tantas fotos, vimos
tantos monumentos e tudo o que a Cidade Luz tem a nos oferecer que quando demos
por nós, já era ora de comer novamente. Caí na ponga dos Globe Trotters e
partimos para uma ruazinha normal como qualquer outra, em busca de uma padaria
cuja baguette tinha sido eleita a melhor do ano. A incumbência de comprar o tão
desejado pão coube a mim. E eu, de olho na vendedora, fiquei prestando atenção
se ela
pegaria o dinheiro e depois a baguette! Mais non, Monsieur! Oh là là!
Quem trazia o rango era uma outra pessoa. E eu, sorri aliviado!
Saí com meu pãozinho
debaixo do braço para encontrar meus amigos que já me esperavam com o queijo
que havíamos comprado no caminho. E lá fomos nós, eu com minha mão de dinheiro,
de poste, do cachorrinho bichon frisée que eu tinha acarinhado mais cedo,
pegando o queijo, abrindo a baguette e fazendo nosso sanduiche! Viva Paris!
Bravo, Marciô! Sem nojentices! E o incrível é que ninguém pegou verme nem ficou
doente. Paris é mesmo uma festa, uma mágica.
No dia seguinte, fizemos
tudo o que um turista faz quando tem um roteiro bem organizado nas mãos. Almoçamos
carneiro assado na vertical num restaurante turco – uma delícia! Mas não me
lembro do nome. E ao cair da noite, encontramos o Johann para fazermos o
trajeto de Owen Wilson no filme de Allen, vimos a universidade de Direito,
andamos até a igreja onde o carro psicodélico-sessão-espírita pega ele, e fomos
comer debaixo daquela névoa fria que tocava nossa cara como um beijo de
ice-kiss. Nosso destino era o Ladurée, um restaurante especializado em
macarrons.
Diante da entrada, me
lembrei de uma cena do filme “Splash – uma sereia em minha vida”. Tom Hanks dá
um presente para Deryl Hanna, todo embrulhadinho, e ela diz que é lindo, com a
maior cara de felicidade, até que ele lhe pede que abra o presente e a sereia
pergunta: “tem mais?!”. É bem essa a sensação. Você entra no Ladurée e se sente
transportado a algum lugar do passado, do chic, do delicioso gosto de macorrons
de todos os sabores tocando seus beiços vorazes, enchendo sua boca faminta,
descendo saborosíssimo por sua goela enquanto um café delicioso, quase
brasileiro, esquenta a noite. Mas, além disso tudo e da companhia dos meus
amigos, estar naquele lugar pomposo à noite, ouvindo as risadas vindas das
conversas alegres e animadas lá dentro, olhando aquela avenida histórica lá
fora reluzindo com as luzes do Natal, me fazia sentir especial, contente e de
barriga cheia.
Quanto ao McDonalds, ele
estava lá, em todo o canto que nós íamos, todos os dias, oferecendo suas
gordices às pessoas que por lá passavam. Mas eram umas gordices com valor menor
que outros lugares e com café e leite num copão de quentura bem-vinda contra o
frio. Eu, particularmente, me esbanjava no café barato deles. Sentindo aquele
calorzinho gostoso nas minhas mãos por debaixo das luvas, mas, geralmente,
apesar de às vezes comer uma porção de batatas fritas, eu preferia ir com meu
cafezinho comprar uma salsicha alemã ou polonesa que estavam sendo vendidas ali
bem ao longo da Champs. Ou então, provar uns croissants em alguma boulangerie,
sentado no passeio, conversando sobre nossas aventuras, ou comer um crepe
gigante cheio de Nutela, me fazendo lembrar o beiju de chocolate amargo com
banana que eu faço quando estou em casa. segunda-feira, setembro 14, 2015
Paris é uma festa - Parte I - Réveillon
Quando eu cheguei a Paris não sabia exatamente
o que esperar. Tinha apenas as referências dos livros que havia lido – especialmente
os de Balzac –, dos filmes que tinha visto, e, obviamente, dos relatos de
parentes e amigos que voltavam de lá encantados e apaixonados, com os olhinhos
brilhando e cheios de graça como se tivessem tido uma experiência religiosa. Para
mim, no entanto, Paris era uma colcha de retalhos que se amontoavam entre Louis
XIV, Os Três Mosqueteiros, Revoluções, cabeças decapitadas, Marias Antonietas, manifestos
comunistas, Corcundas de Notre Dame, Rimbauds, Renoirs, escargots, baguetes com
frois-gras, e Charles Aznavour comendo macarrons com Edith Piaf em algum café. Um
lugar onde as pessoas andavam “bras dessus, bras dessous en chantant des
chansons” com as caras felizes, vendo pintores de boinas e bigodinhos finos
levando tapas das mulheres com cabelos no sovaco. Pondo em palavras agora, vejo
que minha visão era meio conturbada e quimérica, algo entre o esotérico e o psicodélico.
Mas Paris não é nada disso, ou talvez seja tudo isso e muito mais. Talvez seja
uma festa aonde todos nós somos convidados a entrar e de onde saímos com o
coração pesaroso por deixá-la para trás.
E se Paris é uma festa, para mim foi uma festa
de Réveillon. Cheguei lá para as celebrações de final
de ano e para reencontrar meus amigos Globe Trotters Fabrício e Gabi (http://www.projeto101paises.com.br/), que não via há mais de um ano, e visitar um amigo francês que tinha conhecido no avião num voo da Bahia a Amsterdam alguns meses antes. Nessa união do útil ao agradável fui surpreendido de formas diferentes e cheio de sentimentos ambivalentes em relação à Cidade Luz.
Ao descer no aeroporto de Beauvais fui recebido
com um sorriso esfuziante do agente da imigração que segurava meu passaporte e
dizia “Brésil, hein!!! Neymar!!!”, e eu, com cara de quem tinha passado a
madrugada acordado no aeroporto e não dormido no voo, respondia com um sorriso
amarelo “oui, oui! Neymar, Pelé, Ronaldô, Carnaval” e pensava “bate esse
carimbo logo, seu moço!”. Meu amigo Johann já deveria estar me esperando no saguão
enquanto o agente conversava comigo sobre sua ida a Bahia e como a “Chapadá” era
bonita. Mas apesar do cansaço, é sempre bom ser tão bem recebido por pessoas
que têm uma visão tão alto astral da sua terra, especialmente em tempos
nebulosos.
A arquitetura de Paris, a organização de ruas e
avenidas, a disposição dos prédios, as alamedas de
árvores desnudas pelos
ventos do inverno, o sol brilhando frio no céu azul, logo tiraram minha mente
dos “Brésiliens” decadentes. O som do francês bem articulado de Johann, a Bossa
Nova na voz de Henri Salvador na rádio, e a percepção de estar trafegando pelas
ruas sobre as quais lia nos livros de história trouxeram um sentimento de
conquista, de Neil Armstrong na Lua. Mas a bandeira cravada era a brasileira,
do Brasil de Catarina Paraguaçu, de Santos Dummont que voou sobre ali no 14
Bis, da música inventada por João Gilberto e Tom Jobim que havia conquistado os
franceses desde a década de 60. Era o Brasil na França de forma torta ou
direita, mas o Brasil.
E aí, chegamos à Torre. Quando estávamos
estacionando, porém, a surpresa. Me transportei de volta às ruas de Salvador ou
do Rio – as lembranças da terrinha nunca saem de nós. Nem havíamos saído do
carro quando um grupo de 30 a 40 imigrantes (provavelmente) senegaleses, com
mochilas nas costas e sacolas pesadas nas mãos, corriam desbandeirados pela
rua, gritando “Allez! Allez! e fugindo do RAPA. Sim, tem RAPA em Paris! Os imigrantes
ficam pelos pontos turísticos vendendo souvenirs da França sem pagar impostos. Então,
vez ou outra, como acontece por aqui, a polícia chega e leva tudo embora e
prende os vendedores, boa parte dos quais está ilegal no país. A maioria deles
é africana, há alguns do oriente médio também. Quando eu vi aquele monte de
homens correndo em nossa direção, pensei que estivesse acontecendo algum
atentado a bomba. Meu amigo viu minha cara de pânico e logo tratou de me
acalmar, me explicando a situação. A Paris dos meus romances e filmes piegas já
não estava tão deslumbrante assim. Na verdade, estava muito semelhante às
cidades brasileiras que eu conheço. Mas vá lá, a Torre Eiffel continua linda! E
dali a alguns dias eu estaria de volta a ela. Esperando ver um show de fogos de
artifícios e música eletrônica pra esquentar a noite.
Esperei ansiosamente pela noite do réveillon
sem comentar com meus amigos sobre minhas expectativas. Apenas aguardava
enquanto fazia meus passeios, desbravava a cidade, desenferrujava meu francês e
viajava pela terra do Homem da Máscara de Ferro – falarei sobre tudo em outros
posts.
O dia 31 veio cheio de novas aventuras. Eu estava
hospedado na casa de meu amigo, mas no dia 31 e 1º resolvi ir para um hostel
mais ao centro da cidade sob os protestos de Johann e sua família que me diziam
“on ne peut pas croire, Marciô. Tu dois rester chez nous! Un hostel!”. Mas eu
fui, afinal, se a noite é uma criança, em Paris é ela é um feto em formação. Especialmente
no último dia do ano. Queria andar pelas ruas até de manhã, chegar em casa
bêbado de café com chocolate e dormir até o pé fazer bico sem incomodar a
rotina de uma família tão gente bo a e acolhedora.
Me lembrei que se estivesse em Salvador, teria
ido à praia de manhã, visto o pôr-do-sol na Ponta de Humaitá e depois me
reunido com a família para agradecermos ao Eterno pelo ano que passou. Depois,
era cada um pra um lado à procura de festas e muvuca. Em Paris, passamos o dia
rodando, encapotados, caminhando no frio sob a deliciosa garoa fina que ia e
vinha abençoando nossa caminhada. Visitamos catacumbas e museus. Comemos baguetes,
falafels e crepes imensos com Nutella. Batemos perna o dia inteiro. Vimos a
cidade viva, sentimos o cansaço morto e fomos para o hotel onde meus amigos
estavam hospedados.
Não é necessário dizer que metade da população
teve a mesma ideia e as estações de metrô se empanturraram de residentes e
turistas felizes. Mas tudo de forma ordeira, sem tumulto, sem agonia. Alguns dos que seguiam conosco levavam garrafas de champanhe nas mãos, outros iam com elas
dentro da sacola. Localizamos nosso anfitrião e ficamos conversando, conhecendo
gente e contando o tempo para a agonia começar. Paris é uma festa! Mas não uma festa cheia de fogos de artifício,
luzes coloridas no céu, shows musicais e champanhes explodindo, conforme descobrimos
alguns minutos antes da meia-noite. É isso mesmo: nem fogos, nem vela, só uma
torre amarela, sem música, sem bombas, sem barulheira. Se é o oposto disso o que você
procura, na véspera de ano novo não vá à Paris porque será uma imensa decepção.
O governo parisiense não se dá ao desfrute de queimar milhares de euros num
show pirotécnico de 15-30 minutos como se faz no Brasil e em outras partes do
mundo, nem gasta verba pública pagando artista para cantar pro povo; o máximo
que fazem é acender as luzes da Torre Eiffel à meia-noite como piscas-piscas de
Natal – por isso, é melhor estar por lá do que no Arco do Triunfo onde o único
sinal da virada do ano é o grito da populaça ensandecida, mas muitos
desavisados vão para lá e voltam com cara de tacho.
A festa propriamente dita está no simples fato
de nos encontrarmos na Cidade Luz, nas largas ruas cinzentas e frias
sustentando seus vetustos prédios de cimento e mármore que contrastam com a
decoração de luzes coloridas, desde as proximidades do Louvre ao Arco do
Triunfo, e que estão cheias de stands de comidas típicas do mundo inteiro,
inclusive churrasco brasileiro. A alegria se dá por estarmos cercados por
estranhos que te abraçam ao “badalar dos sinos” (utilizo a expressão apenas ilustrativamente,
uma vez que a crescente comunidade muçulmana francesa reivindicou do governo
que proibisse o repicar dos sinos das igrejas cristãs por se sentirem ofendidos;
mesma razão pela qual você não verá ou ouvirá pelas ruas ou lojas nenhuma das
bandeirinhas ou musiquinhas de Joyeux Noël - Feliz Natal), e gritam, pulando
com você “Bonne Année! Bonne Année!” ou qualquer expressão semelhante em suas
próprias línguas maternas.
Outra curiosidade é que essa folia toda se dá
sem que as pessoas estejam bebendo, pois é proibido ter garrafas de bebida
alcoólica nas ruas. Portanto, não leve sua bebidinha para celebrar o Ano Novo
como muita gente estava fazendo. Se você for sair do hotel e precisar de álcool
para se locomover, beba antes e vá porque a polícia, infiltrada na multidão, te
rende e leva sua cachaça embora. Vi
beberrinhos e beberrões com cara de cachorro que quebrou o prato olhando as mãos vazias depois que os canas levaram sua manguaça embora. Alguns imigrantes te oferecem bebida na rua, não compre! É contra a lei. Se quiser beber, vá para um bar ou café nas proximidades da Torre ou do Arco, lá as pessoas estão bebendo seus vinhos, seus champanhes, chás, cafés, e compartilhando da doce companhia de estranhos e amigos instantâneos nas ruas abarrotadas, enquanto esperam a multidão ir aos poucos desocupando as estações de metrô – que até ao meio-dia do dia 1º não cobram tarifas – e sentem o vento gelado da noite francesa na calçada em frente aos bares, restaurantes e cafés sendo esquentados pelo calor humano aceso ao redor nos olhos daqueles que nessa data tão emblemática estão buscando novos começos, novos caminhos, novas amizades. Pessoas que serão capazes de te parar na rua e cantar pra você como se saídas de um filme desses que se viam até os anos 60 – como aconteceu conosco quando subíamos a rua de madrugada em direção à gare e um francês regado a vinho pulou na nossa frente e começou a cantar “I wanna love you”, de Bob Marley, segurou um de nós pela mão e começou a dançar em plena rua, cantando a plenos pulmões e parando a multidão que vibrava com aplausos e assobios ao nosso redor. Trazendo ao nosso íntimo a questão: pra que fogos, pra que shows caríssimos, pra que explodir champanhes?
O importante mesmo era celebrar o ano que
passou, agradecer as conquistas e as dificuldades que nos fortaleceram, lançar
vibrações positivas para os próximos 365 dias e seis horas, pensar em nossos
entes queridos, todos eles, e lhes enviar nosso amor, olhar ao redor e ver
tantos rostos estranhos felizes, tanta gente desconhecida conversando como se
te conhecesse há anos e nossos amigos ainda mais amigos do que há alguns dias. Essa
é Paris do Réveillon: a cidade das novas descobertas, sem fogos de artifícios.
segunda-feira, julho 06, 2015
TRAVELING LONDON AND WESTMINSTER - VIAJANDO POR LONDRES E WESTMINSTER
(SCROLL DOWN THE PAGE FOR THE ENGLISH VERSION)
| Traffalgar Square |
“Ora, senhor, não se
encontra homem algum, entre os intelectuais, que deseje abandonar Londres. Não,
senhor, quando um homem está cansado de Londres, ele está cansado da vida;
porque em Londres há tudo o que a vida pode proporcionar”.
Ao andar pelas
históricas ruas de Londres, com seus prédios robustos, sua arquitetura
imponente, suas igrejas esplendorosas, seu cais ao longo do Tâmisa, seus
monumentos, praças e parques é que conseguimos compreender em sua totalidade as
palavras do escritor Samuel Johnson que encabeçam este texto.
Londres reúne tudo o que residentes e turistas desejam ver, apreciar e aproveitar. Lá se tem tudo à mão e não há, jamais, falta do que fazer. O lugar parece ter sido desenhado para atender aos diferentes tipos de pessoas com suas diferentes necessidades.
Londres reúne tudo o que residentes e turistas desejam ver, apreciar e aproveitar. Lá se tem tudo à mão e não há, jamais, falta do que fazer. O lugar parece ter sido desenhado para atender aos diferentes tipos de pessoas com suas diferentes necessidades.
Assim, poderemos nos deparar com opções que variam desde a visita a lugares que exalam paz, contemplação, convite a um mergulho em si mesmo à vida fervilhante, à agitação artística e cultural que se derrama por todos os lugares por onde passamos num convite à diversão por caminhos iluminados com luzes brilhantes de todas as cores, quase epilépticas, que, se não tornam a capital inglesa a Cidade Luz, pelo menos a deixam em pé de igualdade com ela.
Londres e Westminster (o
que chamamos comumente de "Londres" são na verdade duas cidades!) são
lugares com os quais todo mundo que já leu alguns clássicos da literatura
mundial como "O Retrato de Dorian Grey",
"Dracula", "Nunca
Te Vi, Sempre Te Amei", etc. ou assistiu a filmes como "Tinha Que Ser
Você", "Closer - Perto Demais", "Um Lugar Chamado Notting
Hill", "Sherlock Holmes", "Simplesmente Amor",
"Harry Potter", entre outros, se sente familiarizado.
![]() |
| Big Ben and Parliament House |
Quem não se lembra
(mesmo nunca tendo estado por lá) dos ônibus vermelhos de dois andares ou das
cabines telefônicas; quem não reconhece o Big Ben ou Picadilly Circus? -
poucos, acredito. O sentimento de familiaridade que nos envolve quando
caminhamos pelas ruas e vemos os famosos táxis pretos, quando observamos os
guardas da rainha, com seus imensos chapéus, concentrados a ponto de sequer
piscar os olhos, ou os homens e mulheres em longos sobretudos com seus
guarda-chuvas na mão, nos faz praticamente sentir transportados para alguma ou
várias das histórias que lemos, assistimos e idealizamos.
Londres e Westminster,
para mim, são lugares românticos (bem mais que Paris!), sofisticados e cheio de
uma energia única, capaz de nos tornarem perdidamente apaixonados e com a
sensação de que todos, pelo menos uma vez na vida, deveriam fazer uma
peregrinação até lá.
Quando estava estudando
em Dublin, aproveitei a oportunidade de me encontrar a menos de uma hora da
Inglaterra e os ótimos preços da Ryanair (você compra passagens por incríveis 5.00
euros! As mais caras que vi estavam por 19.99) e fui conhecer essa linda
cidade. Outro fato importantíssimo de saber é que voos que partem da Irlanda
para Stansted não passam pela imigração, ou seja, você sai do avião diretamente
para as ruas de Londres sem precisar de visto no seu passaporte e sem passar
por aquelas intermináveis listas de perguntas!
Abaixo segue uma pequeníssima lista sobre o que fazer e ver - de graça! - em Londres e Westminster:
The
British Museum: Um dos museus mais antigos do mundo, tem uma imensa
coleção de objetos e artefatos, muitos dos quais nós estudamos e vimos nas
aulas e livros de história universal tais quais a Pedra de Roseta, as múmias
egípcias, esculturas e estátuas dos reinos antigos, etc. Uma das coisas que
mais me impressionaram foi uma sala enorme cujas paredes eram feitas com os
muros de um templo persa contando a história da caçada de um rei antigo. É
impressionante!
![]() |
| Módulo Lunar - by Lucas Berto |
The
Science Museum: Tem, espalhada pelos seus sete andares, uma coleção
de mais de 300,000 itens de valor histórico e científico que vão te deixar
fascinado. Lá, por exemplo, você poderá ver a locomotiva Rocket, o primeiro
motor a jato, o primeiro torno mecânico moderno, o módulo lunar, além de vários
manuscritos médicos e científicos, entre outras coisas interessantíssimas.
Tate
Modern:
Situa-se na antiga central elétrica de Bankside, por isso não tem aquele
aspecto clássico dos prédios dos outros museus. Lá você verá arte moderna de
grandes pintores e escultores do mundo inteiro. Quando tiver terminado a
excursão pelos andares do museu, dê um passeio ao redor do prédio. Tem umas
ruas com pubs e restaurantes populares bem legais.
Imperial
War Museum: Foi fundado durante a Primeira Guerra Mundial em
homenagem aos britânicos que haviam perdido a vida na guerra. Hoje tem várias
exposições de armas, aparelhagem e imagens das várias guerras ocorridas no
mundo desde então. Quando estive lá havia uma
exposição sobre os judeus mortos
durante a Segunda Grande Guerra na qual, além de podermos ver objetos (como
sapatos e roupas dos mortos pelo regime nazista nos campos de concentração),
ainda podíamos assistir a vídeos com depoimentos e cenas jornalísticas da
guerra – cenas extremamente emocionantes.
Palácio
de Buckingham: O barato aqui, além do jardim florido e da
arquitetura, é assistir à troca da guarda. No entanto, é preciso ficar de olho
no calendário, pois esta acontece apenas uma vez na semana em hora definida. Você
encontra a tabela com os dias e horários aqui: http://www.changing-the-guard.com/dates-times.html
Traffalgar
Square:
A praça mais famosa de Londres fica no centro da cidade e tem esse nome por
conta da vitória dos ingleses na Batalha de Traffalgar. De lá se pode ir para
diversos dos pontos turísticos mais famosos de Londres e Westminster caminhando
por poucos minutos (aliás, pode-se fazer tudo no Centro de Londres apenas
caminhando).
![]() |
| Abadia de Westminster - by Lucas Berto |
Abadia
de Westminster, Big Ben, Parliament House: Partindo de Traffalgar
Square, sentido sul, chega-se a Westminster, onde você encontra de uma só vez,
os três monumentos mais famosos da Inglaterra. Em frente ao Big Ben tem um
mercadinho onde se pode comprar lanches baratos.
Picadilly
Circus, Leicester Square, China Town: Subindo a Traffalgar
Square pela direita da National Gallery, chega-se ao Picadilly Circus em menos
de cinco minutos. O lugar é rodeado por bares, restaurantes e teatros. É o
centro fervilhante da cidade. No meio do caminho, você encontrará a Leicester
Square (próximo à Leicester Square, há uma churrascaria brasileira chamada
Preto. Rodízio muito bom e com preço legal), e, subindo mais um pouquinho o
Noel Coward Theatre (onde você poderá ver peças com grandes atores britânicos
como Jude Law de graça! Basta apenas enfrentar a fila para os ingressos
gratuitos) e a China Town de Londres.
![]() |
| St James Park |
Charing
Cross Road: Próxima à Leicester Square, aqui você encontra uma
rua inteira especializada em livros usados. São livrarias e livrarias de
tesouros literários com valores maravilhosos! Meu interesse aqui começou por
conta do livro/filme “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei” – “84 Charing Cross Road”,
em inglês. A história de Rua Charing Cross (Road) é muito interessante também.
Quando a mulher do Rei Eduardo I, Leonor de Castela, morreu em 1290, seu corpo foi transportado para a capital do país. A jornada demorou mais ou menos três semanas e o rei enlutado erigiu 12 cruzes ao longo do caminho em memória dela. A última parada do caixão foi a vila de Charing, onde hoje é a Traffalgar Square e que ficava exatamente entre as cidades de Londres e Westminster. Os monumentos de Charing Cross, no entanto, foram demolidos pelos puritanos no século 17.
Quando a mulher do Rei Eduardo I, Leonor de Castela, morreu em 1290, seu corpo foi transportado para a capital do país. A jornada demorou mais ou menos três semanas e o rei enlutado erigiu 12 cruzes ao longo do caminho em memória dela. A última parada do caixão foi a vila de Charing, onde hoje é a Traffalgar Square e que ficava exatamente entre as cidades de Londres e Westminster. Os monumentos de Charing Cross, no entanto, foram demolidos pelos puritanos no século 17.
The
London Eye, The London Bridge, The Shakespeare Theatre: Todos no Centro de
Londres, são atrações que todo turista tem de ver. O London Eye é uma imensa
roda gigante inaugurada no ano 2000 para as celebrações do milênio. De lá
tem-se uma visão magnífica de toda a cidade. Fica à beira do rio Tâmisa, ao
lado oposto do Big Ben, entre a Ponte de Londres e o Teatro de Shakespeare. (Paga-se uma taxa para o London Eye).
Notting
Hill:
O lugar é um dos mais charmosos de Londres. Fica na região centro-oeste da
cidade, próximo ao “final” do Hyde Park. A maioria das casas são no estilo
vitoriano e aos sábados acontece a feira de antiguidades, artesanato e
alimentação. Durante o verão, lá acontece o carnaval de Londres. Vale a pena
conferir.
Durante todo o ano
acontecem exposições e atrações em Londres. Consulte aqui para mais
informações: http://www.timeout.com/london
ENGLISH VERSION
"Why, Sir, you find no man, at all intellectual, who is
willing to leave London. No, Sir, when a man is tired of London, he is tired of life; for there
is in London all that life can afford."
Only by walking the historic streets of London, with its sturdy
buildings, its imposing architecture, its magnificent churches, its pier by the
Thames, it's monuments, squares and parks can we fully understand the words
which start this text by writer Samuel Johnson. London has it all residents and
tourists seek to see, experience and enjoy. There you have everything at hand
and there's no lack of things to do. The place seems to have been designed to
cater to different kinds of people and their individual needs.
![]() |
| Plataforma 9 3/4 - By Lucas Berto |
Thus, we can take advantage of a dazzling array of things to do, which go from visiting places that exude peace, the desire for contemplation, the calling for self-knowledge, to the hectic, thriving cultural and artistic scene, which pervades everywhere one goes as an invitation to fun and entertainment through paths lit by colorful, almost epileptic, shining lights, which make the English capital city be on a par with the City of Lights, or perhaps be itself the City of Lights.
London and Westminster (what we commonly call "London"
are actually two cities!) are places which everyone who has read some of the world’s
classical books such as "The Picture of Dorian Gray",
"Dracula", "84 Charing Cross Road", etc., or watched movies
like "Last Chance, Harvey", "Closer", "Notting
Hill", "Sherlock Holmes", "Love Actually", "Harry
Potter", among others, are familiar with.
Who doesn't remember (even if you have never been there) the red double-deckers,
or the red telephone booths; who doesn't recognize the Big Ben or Piccadilly
Circus? - a handful of people, I suppose. The feeling of familiarity that wraps
us while we walk through the streets and see the famous black cabs, when we
observe the Queen's Guards, in their huge tall hats, so concentrated to the
point of not even blinking, or the men and women in long overcoats holding
their umbrellas, make us practically be transported to some or several stories
that we've read, seen, and idealized.
| Traffalgar Square |
London and Westminster, to me, are romantic places (much more than
Paris!), which are sophisticated and full of a unique energy, so peculiar that
it's capable of making us fall head-over-heels in love with it, and giving us
the feeling that everyone, at least once in their lifetime, should peregrinate
there.
When I was studying in Dublin, I took advantage of being less than
an hour from England and the amazing fares of Ryanair (you can find tickets for
only 5.00 euros! The most expensive fares that I saw were in the neighborhood
of incredible 19.99) and took a trip to that lovely country.
Another piece of very important information is that travelers on flights from Ireland don’t go through immigration, in other words, you leave the airplane right to the streets of London without the need of a visa or of spending countless hours answering those horrible immigration questions!
Another piece of very important information is that travelers on flights from Ireland don’t go through immigration, in other words, you leave the airplane right to the streets of London without the need of a visa or of spending countless hours answering those horrible immigration questions!
Below you'll have a very short list for what to do and see - for free! - in London
and Westminster:
The British Museum: One of the oldest museums in the world, it has
a vast collection of objects and crafts, many of which we saw and studied in
books and our history classes such as the Rosetta Stone, Egyptian mummies, sculptures
and statues of ancient kingdoms, etc. One of the most impressive things to me
was an immense room whose walls were made with the actual walls of a Persian
temple telling the story of a king’s hunt for lions. It’s amazing!
The Natural History
Museum: There you’ll see a vast
collection of more than 70 million items related to the sciences of Life and
the Earth, and a permanent exhibit on dinosaur skeletons, as well as a Garden
with various species of plants from around the world. There’s also a library
where you’ll find books, newspapers and manuscripts, besides art, precious
stones and gems from around the world. Everything was impressive there, but the
coolest thing to me was see the kids having History and Biology classes (just
as I saw at the British Museum) there, seeing the actual thing.
The Science Museum: It has, throughout its seven floors, a
collection of more than 300,000 items with great historic and scientific
importance that will amaze you. For instance, you’ll be able to see the first
locomotive Rocket, the first jet engine, the first modern lathe, the lunar
lander, besides a number of medical and scientific manuscripts, among other
very interesting things.
National Gallery: Situated at Traffalgar Square, here you’ll have
exhibits of classical art from Europe and all the planet. The architecture of
the building is an attraction apart. The premises are one of those that invite
you to immediate contemplation. I spent unweary hours there.
Imperial War Museum: It was founded during the World War I as a
tribute to the British who died in the war. There are many exhibits of
weaponry, war equipment such as tanks, planes and cars, and images/videos of
thewars which have taken place since then. When I was there, they were showing
an exhibit on the Jews killed by the Nazi during WW2. Not only can we see
objects (as shoes and clothing worn by the prisoners killed in concentration
camps), but we can also watch actual footage of survivors and reports from the
time – it was extremely moving.There’s also the option of renting a paddle boat during the summer and spring to go around the lake, or sit at one of the cafés to just unwind and watch the view. It’s adjacent to another park, Kensington Gardens (where “Finding Neverland” was shot). Both of them together comprehend the area from Queensbay to Buckingham Palace. During vacation time there is a carnival there with many rides and crafts/food stands.
Buckingham Palace: The cool thing about it, besides the flowered Garden and the architecture, is to watch the
change of the guard. However, it’s necessary to pay attention to time and
dates, as it happens only once a week and at scheduled time. Find more about it
here: http://www.changing-the-guard.com/dates-times.html.
Traffalgar Square: This is the most famous square in London, it’s
at the city Center and has that name because of the English victory at the
Traffalgar Battle. From there you can walk to many other tourist attractions
and sights in London and Westminster in just a few minutes (You can actually go
everywhere in the City Center just walking).
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| London Eye - By Lucas Berto |
Westminster Abbey, Big
Ben, Parliament House: From
Traffalgar Square, southward, you get to Westminster, where, at once, you find
the three most famous monuments in England. Opposite the Big Ben there’s a
minimarket where you can buy snacks for reasonable price.
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| China Town - By Lucas Berto |
Picadilly Circus,
Leicester Square, China Town: Going up the right-hand side of the National Gallery, one can get
to Picadilly Circus in less than five minutes.
The place is surrounded by cafés, restaurants and theaters. It’s the high-key part of town. On the way, you’ll also find Leicester Square (next to Leicester Square there is a Brazilian steak house called Preto. They have reasonable price) If you go up a little more, you get to Noel Coward Theatre (where you can see plays with great British actors, such as Jude Law, for free! You just need to line for the free tickets), and the China Town of London.
The place is surrounded by cafés, restaurants and theaters. It’s the high-key part of town. On the way, you’ll also find Leicester Square (next to Leicester Square there is a Brazilian steak house called Preto. They have reasonable price) If you go up a little more, you get to Noel Coward Theatre (where you can see plays with great British actors, such as Jude Law, for free! You just need to line for the free tickets), and the China Town of London.
But the story of Charing Cross Road is in itself very interesting. When King Edward I’s wife, Eleanor of Castile, died in 1290, her body was carried to the capital. The journey took nearly three weeks and the grieving King erected 12 crosses along the way in memory of his wife. The last stopping point was between the cities of London and Westminster, at the village of Charing, where now Traffalgar Square is located, the Charing Cross monuments were destroyed by the puritans in the 17th century.
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| Shakespeare Theater - By Lucas Berto |
Notting Hill: One of the most charming places in London, it’s
situated in the center-west region of the city. Next to Hyde Park. Most of the
houses there are Victorian Style and on Saturdays the place holds the famous
Porto Bello Road Market. It also hosts the annual Notting Hill Carnival in the
summer. sábado, junho 14, 2014
Glendalough & Kilkenny - Travel Ireland - Viage pela Irlanda
(scroll down the page for the English version)
Glendalough: (pronunciado /gléndalók/ ) quer dizer "Glen dos dois lagos". Um lugar que evoca não somente a natureza, mas a contemplação que leva à paz do espírito, que faz você viajar nas árvores milenares, nos caminhos centenários enquanto o vento frio beija seu rosto de forma quase espiritual. Passear pelas ruinas dos tempos de São Kevin e de outros santos irlandeses, sentar-se sobre a relva, caminhar por picadas abertas na mata, ou mesmo entrar no restaurante/hotel para esquentar-se com um bom chocolate ou sopa quentes se o dia estiver frio, é um transporte a outro tempo, a um lugar de sonhos, do tipo que a gente vê em filmes de época e contos de fadas.
Glendalough: (pronunciado /gléndalók/ ) quer dizer "Glen dos dois lagos". Um lugar que evoca não somente a natureza, mas a contemplação que leva à paz do espírito, que faz você viajar nas árvores milenares, nos caminhos centenários enquanto o vento frio beija seu rosto de forma quase espiritual. Passear pelas ruinas dos tempos de São Kevin e de outros santos irlandeses, sentar-se sobre a relva, caminhar por picadas abertas na mata, ou mesmo entrar no restaurante/hotel para esquentar-se com um bom chocolate ou sopa quentes se o dia estiver frio, é um transporte a outro tempo, a um lugar de sonhos, do tipo que a gente vê em filmes de época e contos de fadas.
Você
pode ir a Glendalough, que fica nas montanhas de Wicklow, de carro ou
de ônibus fretado - tem empresas de ônibus que fazem o passeio por 45
euros. Geralmente, os passeios são feitos para Kilkenny e Glendalough. O
turista, que viajar com as empresas de turismo, passará o dia inteiro
em viagem. Os ônibus saem do Centro de Dublin às 6h e retornam às 20h. É
um passeio imperdível para quem vai à Irlanda.| Torre redonda - round tower |
Outra opção para quem
visita o local é escalar montanhas - a subida, feita em cordas de
alpinismo, pode chegar a 100 m. - ou então fazer trekking.
| Centro de Kilkenny com Saint Mary's Church ao fundo |
| Castelo de Kilkenny |
| John's Bridge - Ponte sobre o rio Nore |
Mas, para quem não se contenta em apenas observar os transeuntes que caminham tranquilos pelas ruas de Kilkenny, ou os artistas fazendo sua arte nas vielas e becos da cidade, pode visitar o castelo, jardins e igrejas que a transformaram em uma das grandes atrações da República Irlandesa.
Entre as atrações que você não pode deixar de ver, estão:
Castelo de Kilkenny e Jardim: o castelo foi erigido em 1195 e se manteve com a mesma estrutura
por centenas de anos. Durante a ocupação normanda, ele foi, junto com os muros e fosso ao seu redor, um elemento importantíssimo na defesa da cidade. O jardim do castelo é mais recente e serve de local de encontro para quem quer fazer piquenique, se exercitar, passear com os cachorros ou apenas relaxar desfrutando da beleza e tranquilidade que o local oferece.
Saint Mary's Cathedral: É uma igreja gótica - como a maioria esmagadora das igrejas na República da Irlanda - que data de 1842 e está situada no ponto mais alto de Kilkenny - daí poder ser vista de várias partes da cidade.
Saint Canice's Cathedral and Tower: o prédio atual data do século 13 d.C, é a mais longa catedral irlandesa e tem seu nome em homenagem a São Canice (ou Kenneth). Ao lado da igreja há uma das famosas torres redondas da Irlanda, esta datando, aproximademente, do século 9 d.C - de lá dá pra se ter uma visão espetacular da cidade.
Rothe House - É um complexo único do século 17, construido entre 1597-1610, lá você ter uma ideia de como eram os jardins e pomares do século 17, além de ver artefatos e objetos do cotidiano da cidade de Kilkenny desde a Idade Média.
Dominican Black Abbey: Foi fundada em 1225, tem esse nome devido à capa preta utilizada por seus monges. Sua importância histórica se deve ao fato de a igreja ter sido estabelicida próxima ao rio que dividia a cidade em duas partes: possessão irlandesa e possessão inglesa.
VISITE: www.marciowaltermachado.com.br
| Sign on a farm on the way to Glendalough |
Glendalough was stablished in the 6th century
after Christ, by Saint Kevin, as a monastic land to Celtic Christianity. Therefore,
the ruins will always be of churches and cemeteries where you can see Celtic crosses
and feel summoned to worship.
Another attraction at the place is one of the famous round towers,
which are almost everywhere in Ireland.
Another option to those visiting the site is mountain
climbing - the climb, made of cords pinned to the rocks, can go as high as 100
m. -, or even go trekking.
Kilkenny: comes from the Gaelic word “Cin Chainnigh”,
which means “Canice’s church”, and the name is an homage to Saint Canice (or
Kenneth), who is one of the so-called Twelve Apostles of Ireland for being the
men responsible for the Christianization of the country. The city is in the
province of Leinster, about 100 km (63 miles) from Dublin, and is built on both
banks of the river Nore.
Walking its well preserved medieval streets is like taking a
trip in time and being between two realities, which are not self-excluding,
quite opposite, they are intertwined in an almost religious syncretism. The centenarian
stones that form the wall of the old city, which, from an old monastic settlement,
became one of the most important merchant European cities in the Middle and
Modern Ages, the fossils of ancient constructions, the old architecture that
stands in defiance of the passing eras, coexist peacefully and harmonically with
the new pavement covering the streets like a smooth carpet, with the modern
cars, the signs and traffic lights that alert and guide the enrapt passers-by,
and the light poles – which are everywhere, from squares and streets to balustrades
of bridges -, and whose design calls to mind the oil lamps of yester years.
But, for those who don’t get satisfied by only watching
people passing by, calmly, through the streets of Kilkenny, or by observing the
artists and musicians do their thing at the alleys and bystreets of the town,
can visit the castle, gardens and churches that made the city one of the
greatest attractions of the Irish Republic.
To do that, one can choose to walk – the town is not that
big and you, walking, will have the
Among the must-sees, you’ll have:
Kilkenny Castle and Gardens: the castle was erected in 1195 and
kept the same structure for hundreds of years. During the Norman occupation, it
was, together with the walls and pit around it, a very important element in the
defense of the city. The garden of the Castle is more recent and serves as a
gathering place for those who want to go on a picnic, practice sports, walk the
dogs, or just relax and enjoy the beauty and quiet the place offers.
Saint Mary’s Cathedral: Is a Gothic church – as the biggest
majority of the churches in the Republic of Ireland. It’s construction dates
back to 1842 and it’s situated at the highest place in Kilkenny – hence it can
be seen from various places around town.
Saint Canice’s Cathedral and Tower: the present building dates
back to the 13th century a.C. it’s the longest cathedral in Ireland
and has its name as an homage to Saint Canice (or Kenneth). Next to the church
there is one of the famed round towers of Ireland, which dates back to the 9th
century after Christ – from there one can have a wonderful panoramic view of
the city.
| View of the river from the Castle |
Dunmore (from Gaelic, Great Fort) Cave: is a limestone cave open
to public visitation – for a fee – and has extreme historic importance. There, they
found paintings on the stones, objects which dated from the Bronze Age and the
remains of locals slaughtered in the Viking massacre in the year 928 a.C. As if
all of that was not enough, the tourist can also enjoy the incredible
experience of visiting the “Great Fort”.
Dominican Black Abbey: was founded in 1225. Its name is due to
the black cloaks worn by its monks. Its historic importance comes from the fact
that the church was established next to the river that divided the city in two
parts: the Irish Lands and the British Lands.
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