segunda-feira, setembro 14, 2015

Paris é uma festa - Parte I - Réveillon

Quando eu cheguei a Paris não sabia exatamente o que esperar. Tinha apenas as referências dos livros que havia lido – especialmente os de Balzac –, dos filmes que tinha visto, e, obviamente, dos relatos de parentes e amigos que voltavam de lá encantados e apaixonados, com os olhinhos brilhando e cheios de graça como se tivessem tido uma experiência religiosa. Para mim, no entanto, Paris era uma colcha de retalhos que se amontoavam entre Louis XIV, Os Três Mosqueteiros, Revoluções, cabeças decapitadas, Marias Antonietas, manifestos comunistas, Corcundas de Notre Dame, Rimbauds, Renoirs, escargots, baguetes com frois-gras, e Charles Aznavour comendo macarrons com Edith Piaf em algum café. Um lugar onde as pessoas andavam “bras dessus, bras dessous en chantant des chansons” com as caras felizes, vendo pintores de boinas e bigodinhos finos levando tapas das mulheres com cabelos no sovaco. Pondo em palavras agora, vejo que minha visão era meio conturbada e quimérica, algo entre o esotérico e o psicodélico. Mas Paris não é nada disso, ou talvez seja tudo isso e muito mais. Talvez seja uma festa aonde todos nós somos convidados a entrar e de onde saímos com o coração pesaroso por deixá-la para trás.

E se Paris é uma festa, para mim foi uma festa de Réveillon. Cheguei lá para as celebrações de final

de ano e para reencontrar meus amigos Globe Trotters Fabrício e Gabi (http://www.projeto101paises.com.br/), que não via há mais de um ano, e visitar um amigo francês que tinha conhecido no avião num voo da Bahia a Amsterdam alguns meses antes. Nessa união do útil ao agradável fui surpreendido de formas diferentes e cheio de sentimentos ambivalentes em relação à Cidade Luz.

Ao descer no aeroporto de Beauvais fui recebido com um sorriso esfuziante do agente da imigração que segurava meu passaporte e dizia “Brésil, hein!!! Neymar!!!”, e eu, com cara de quem tinha passado a madrugada acordado no aeroporto e não dormido no voo, respondia com um sorriso amarelo “oui, oui! Neymar, Pelé, Ronaldô, Carnaval” e pensava “bate esse carimbo logo, seu moço!”. Meu amigo Johann já deveria estar me esperando no saguão enquanto o agente conversava comigo sobre sua ida a Bahia e como a “Chapadá” era bonita. Mas apesar do cansaço, é sempre bom ser tão bem recebido por pessoas que têm uma visão tão alto astral da sua terra, especialmente em tempos nebulosos.

Saído da imigração, minha mochila nas costas, o ar frio da França nos pulmões foi me revigorando lentamente. Encontrei meu amigo e fomos a caminho de Paris. Como estava cedo, fomos dar uma volta pela cidade. Não sei bem o que eu senti naquele momento, mas me recordo de pensar “meu Deus! Eu estou em Paris!”. Não sei por que pensei assim, nunca fui do tipo deslumbrado, mas a emoção quando chega às vezes nos mostra faces nossas ainda desconhecidas. E o Johann começou a me contar as coisas interessantes sobre os franceses. Me lembro que a primeira coisa que me disse foi: Márcio, escute bem, nós franceses acreditamos que somos os melhores, não somos, mas acreditamos que somos. Nossa comida é a melhor, nosso país é o melhor, nossa língua é a melhor. Por isso, quando você for sair, se lembre de sempre falar em francês com as pessoas, caso precise de alguma coisa”. E eu pensei: Ai, mô Pai, com esse meu francês enferrujado... to lascado!”. Mas aí ele mudou de assunto e começou a contar as histórias das ruas por onde passávamos, entre elas, uma que me deixou meio sem jeito. Ao passarmos por um parque nas proximidades da Torre Eiffel ele disse, aqui é perigoso você andar à noite, há muitos michés chamados “Brésiliens”, em busca de programa e muitas vezes ocorrem episódios de violência”. Isso era dizer que os putos da França eram brasileiros e que eram violentos. Fazer o quê, né? Cada um se vira como quer.

A arquitetura de Paris, a organização de ruas e avenidas, a disposição dos prédios, as alamedas de
árvores desnudas pelos ventos do inverno, o sol brilhando frio no céu azul, logo tiraram minha mente dos “Brésiliens” decadentes. O som do francês bem articulado de Johann, a Bossa Nova na voz de Henri Salvador na rádio, e a percepção de estar trafegando pelas ruas sobre as quais lia nos livros de história trouxeram um sentimento de conquista, de Neil Armstrong na Lua. Mas a bandeira cravada era a brasileira, do Brasil de Catarina Paraguaçu, de Santos Dummont que voou sobre ali no 14 Bis, da música inventada por João Gilberto e Tom Jobim que havia conquistado os franceses desde a década de 60. Era o Brasil na França de forma torta ou direita, mas o Brasil.

E aí, chegamos à Torre. Quando estávamos estacionando, porém, a surpresa. Me transportei de volta às ruas de Salvador ou do Rio – as lembranças da terrinha nunca saem de nós. Nem havíamos saído do carro quando um grupo de 30 a 40 imigrantes (provavelmente) senegaleses, com mochilas nas costas e sacolas pesadas nas mãos, corriam desbandeirados pela rua, gritando “Allez! Allez! e fugindo do RAPA. Sim, tem RAPA em Paris! Os imigrantes ficam pelos pontos turísticos vendendo souvenirs da França sem pagar impostos. Então, vez ou outra, como acontece por aqui, a polícia chega e leva tudo embora e prende os vendedores, boa parte dos quais está ilegal no país. A maioria deles é africana, há alguns do oriente médio também. Quando eu vi aquele monte de homens correndo em nossa direção, pensei que estivesse acontecendo algum atentado a bomba. Meu amigo viu minha cara de pânico e logo tratou de me acalmar, me explicando a situação. A Paris dos meus romances e filmes piegas já não estava tão deslumbrante assim. Na verdade, estava muito semelhante às cidades brasileiras que eu conheço. Mas vá lá, a Torre Eiffel continua linda! E dali a alguns dias eu estaria de volta a ela. Esperando ver um show de fogos de artifícios e música eletrônica pra esquentar a noite.

Esperei ansiosamente pela noite do réveillon sem comentar com meus amigos sobre minhas expectativas. Apenas aguardava enquanto fazia meus passeios, desbravava a cidade, desenferrujava meu francês e viajava pela terra do Homem da Máscara de Ferro – falarei sobre tudo em outros posts.
 
O dia 31 veio cheio de novas aventuras. Eu estava hospedado na casa de meu amigo, mas no dia 31 e 1º resolvi ir para um hostel mais ao centro da cidade sob os protestos de Johann e sua família que me diziam “on ne peut pas croire, Marciô. Tu dois rester chez nous! Un hostel!”. Mas eu fui, afinal, se a noite é uma criança, em Paris é ela é um feto em formação. Especialmente no último dia do ano. Queria andar pelas ruas até de manhã, chegar em casa bêbado de café com chocolate e dormir até o pé fazer bico sem incomodar a rotina de uma família tão gente boa e acolhedora.

Me lembrei que se estivesse em Salvador, teria ido à praia de manhã, visto o pôr-do-sol na Ponta de Humaitá e depois me reunido com a família para agradecermos ao Eterno pelo ano que passou. Depois, era cada um pra um lado à procura de festas e muvuca. Em Paris, passamos o dia rodando, encapotados, caminhando no frio sob a deliciosa garoa fina que ia e vinha abençoando nossa caminhada. Visitamos catacumbas e museus. Comemos baguetes, falafels e crepes imensos com Nutella. Batemos perna o dia inteiro. Vimos a cidade viva, sentimos o cansaço morto e fomos para o hotel onde meus amigos estavam hospedados.

Por volta das 22 Gabi resolveu fazer uma pequena ceia de Ano Novo com coisas que havíamos comprado no mercado no caminho de volta ao hotel deles. Uma macarronada deliciosa para restaurar as forças dos andarilhos! Nos deliciamos com o banquete, brindamos, fotografamos, e saímos para ver a despedida do ano junto à Torre Eiffel, onde Johann e alguns amigos seus iam nos esperar.

Não é necessário dizer que metade da população teve a mesma ideia e as estações de metrô se empanturraram de residentes e turistas felizes. Mas tudo de forma ordeira, sem tumulto, sem agonia. Alguns dos que seguiam conosco levavam garrafas de champanhe nas mãos, outros iam com elas dentro da sacola. Localizamos nosso anfitrião e ficamos conversando, conhecendo gente e contando o tempo para a agonia começar. Paris é uma festa!  Mas não uma festa cheia de fogos de artifício, luzes coloridas no céu, shows musicais e champanhes explodindo, conforme descobrimos alguns minutos antes da meia-noite. É isso mesmo: nem fogos, nem vela, só uma torre amarela, sem música, sem bombas, sem barulheira. Se é o oposto  disso o que você procura, na véspera de ano novo não vá à Paris porque será uma imensa decepção. O governo parisiense não se dá ao desfrute de queimar milhares de euros num show pirotécnico de 15-30 minutos como se faz no Brasil e em outras partes do mundo, nem gasta verba pública pagando artista para cantar pro povo; o máximo que fazem é acender as luzes da Torre Eiffel à meia-noite como piscas-piscas de Natal – por isso, é melhor estar por lá do que no Arco do Triunfo onde o único sinal da virada do ano é o grito da populaça ensandecida, mas muitos desavisados vão para lá e voltam com cara de tacho.


A festa propriamente dita está no simples fato de nos encontrarmos na Cidade Luz, nas largas ruas cinzentas e frias sustentando seus vetustos prédios de cimento e mármore que contrastam com a decoração de luzes coloridas, desde as proximidades do Louvre ao Arco do Triunfo, e que estão cheias de stands de comidas típicas do mundo inteiro, inclusive churrasco brasileiro. A alegria se dá por estarmos cercados por estranhos que te abraçam ao “badalar dos sinos” (utilizo a expressão apenas ilustrativamente, uma vez que a crescente comunidade muçulmana francesa reivindicou do governo que proibisse o repicar dos sinos das igrejas cristãs por se sentirem ofendidos; mesma razão pela qual você não verá ou ouvirá pelas ruas ou lojas nenhuma das bandeirinhas ou musiquinhas de Joyeux Noël - Feliz Natal), e gritam, pulando com você “Bonne Année! Bonne Année!” ou qualquer expressão semelhante em suas próprias línguas maternas.

Outra curiosidade é que essa folia toda se dá sem que as pessoas estejam bebendo, pois é proibido ter garrafas de bebida alcoólica nas ruas. Portanto, não leve sua bebidinha para celebrar o Ano Novo como muita gente estava fazendo. Se você for sair do hotel e precisar de álcool para se locomover, beba antes e vá porque a polícia, infiltrada na multidão, te rende e leva sua cachaça embora. Vi


beberrinhos e beberrões com cara de cachorro que quebrou o prato olhando as mãos vazias depois que os canas levaram sua manguaça embora. Alguns imigrantes te oferecem bebida na rua, não compre! É contra a lei. Se quiser beber, vá para um bar ou café nas proximidades da Torre ou do Arco, lá as pessoas estão bebendo seus vinhos, seus champanhes, chás, cafés, e compartilhando da doce companhia de estranhos e amigos instantâneos nas ruas abarrotadas, enquanto esperam a multidão ir aos poucos desocupando as estações de metrô – que até ao meio-dia do dia 1º não cobram tarifas – e sentem o vento gelado da noite francesa na calçada em frente aos bares, restaurantes e cafés sendo esquentados pelo calor humano aceso ao redor nos olhos daqueles que nessa data tão emblemática estão buscando novos começos, novos caminhos, novas amizades. Pessoas que serão capazes de te parar na rua e cantar pra você como se saídas de um filme desses que se viam até os anos 60 – como aconteceu conosco quando subíamos a rua de madrugada em direção à gare e um francês regado a vinho pulou na nossa frente e começou a cantar “I wanna love you”, de Bob Marley, segurou um de nós pela mão e começou a dançar em plena rua, cantando a plenos pulmões e parando a multidão que vibrava com aplausos e assobios ao nosso redor. Trazendo ao nosso íntimo a questão: pra que fogos, pra que shows caríssimos, pra que explodir champanhes?


O importante mesmo era celebrar o ano que passou, agradecer as conquistas e as dificuldades que nos fortaleceram, lançar vibrações positivas para os próximos 365 dias e seis horas, pensar em nossos entes queridos, todos eles, e lhes enviar nosso amor, olhar ao redor e ver tantos rostos estranhos felizes, tanta gente desconhecida conversando como se te conhecesse há anos e nossos amigos ainda mais amigos do que há alguns dias. Essa é Paris do Réveillon: a cidade das novas descobertas, sem fogos de artifícios. 


segunda-feira, julho 06, 2015

TRAVELING LONDON AND WESTMINSTER - VIAJANDO POR LONDRES E WESTMINSTER

(SCROLL DOWN THE PAGE FOR THE ENGLISH VERSION)

Traffalgar Square
“Ora, senhor, não se encontra homem algum, entre os intelectuais, que deseje abandonar Londres. Não, senhor, quando um homem está cansado de Londres, ele está cansado da vida; porque em Londres há tudo o que a vida pode proporcionar”.

Ao andar pelas históricas ruas de Londres, com seus prédios robustos, sua arquitetura imponente, suas igrejas esplendorosas, seu cais ao longo do Tâmisa, seus monumentos, praças e parques é que conseguimos compreender em sua totalidade as palavras do escritor Samuel Johnson que encabeçam este texto.

Londres reúne tudo o que residentes e turistas desejam ver, apreciar e aproveitar. Lá se tem tudo à mão e não há, jamais, falta do que fazer. O lugar parece ter sido desenhado para atender aos diferentes tipos de pessoas com suas diferentes necessidades. 

Assim, poderemos nos deparar com opções que variam desde a visita a lugares que exalam paz, contemplação, convite a um mergulho em si mesmo à vida fervilhante, à agitação artística e cultural que se derrama por todos os lugares por onde passamos num convite à diversão por caminhos iluminados com luzes brilhantes de todas as cores, quase epilépticas, que, se não tornam a capital inglesa a Cidade Luz, pelo menos a deixam em pé de igualdade com ela. 

Londres e Westminster (o que chamamos comumente de "Londres" são na verdade duas cidades!) são lugares com os quais todo mundo que já leu alguns clássicos da literatura mundial como "O Retrato de Dorian Grey",
Big Ben and Parliament House
"Dracula", "Nunca Te Vi, Sempre Te Amei", etc. ou assistiu a filmes como "Tinha Que Ser Você", "Closer - Perto Demais", "Um Lugar Chamado Notting Hill", "Sherlock Holmes", "Simplesmente Amor", "Harry Potter", entre outros, se sente familiarizado. 


Quem não se lembra (mesmo nunca tendo estado por lá) dos ônibus vermelhos de dois andares ou das cabines telefônicas; quem não reconhece o Big Ben ou Picadilly Circus? - poucos, acredito. O sentimento de familiaridade que nos envolve quando caminhamos pelas ruas e vemos os famosos táxis pretos, quando observamos os guardas da rainha, com seus imensos chapéus, concentrados a ponto de sequer piscar os olhos, ou os homens e mulheres em longos sobretudos com seus guarda-chuvas na mão, nos faz praticamente sentir transportados para alguma ou várias das histórias que lemos, assistimos e idealizamos. 

Londres e Westminster, para mim, são lugares românticos (bem mais que Paris!), sofisticados e cheio de uma energia única, capaz de nos tornarem perdidamente apaixonados e com a sensação de que todos, pelo menos uma vez na vida, deveriam fazer uma peregrinação até lá. 

Quando estava estudando em Dublin, aproveitei a oportunidade de me encontrar a menos de uma hora da Inglaterra e os ótimos preços da Ryanair (você compra passagens por incríveis 5.00 euros! As mais caras que vi estavam por 19.99) e fui conhecer essa linda cidade. Outro fato importantíssimo de saber é que voos que partem da Irlanda para Stansted não passam pela imigração, ou seja, você sai do avião diretamente para as ruas de Londres sem precisar de visto no seu passaporte e sem passar por aquelas intermináveis listas de perguntas!

Abaixo segue uma pequeníssima lista sobre o que fazer e ver - de graça! - em Londres e Westminster:

The British Museum: Um dos museus mais antigos do mundo, tem uma imensa coleção de objetos e artefatos, muitos dos quais nós estudamos e vimos nas aulas e livros de história universal tais quais a Pedra de Roseta, as múmias egípcias, esculturas e estátuas dos reinos antigos, etc. Uma das coisas que mais me impressionaram foi uma sala enorme cujas paredes eram feitas com os muros de um templo persa contando a história da caçada de um rei antigo. É impressionante!

The Natural History Museum: Lá você encontrará uma vasta coleção com mais de 70 milhões de itens relacionados às ciências da vida e da terra e uma exposição permanente de esqueletos de dinossauros além de um jardim com várias espécies vegetais de todo o mundo. Há também uma biblioteca que inclui livros, jornais e manuscritos, além de coleções de arte, pedras preciosas e joias do mundo inteiro. Tudo lá me impressionou, mas o que eu achei o maior barato foi ver aulas de História e Biologia (assim como no British Museum) acontecendo in loquo.

Módulo Lunar - by Lucas Berto
The Science Museum: Tem, espalhada pelos seus sete andares, uma coleção de mais de 300,000 itens de valor histórico e científico que vão te deixar fascinado. Lá, por exemplo, você poderá ver a locomotiva Rocket, o primeiro motor a jato, o primeiro torno mecânico moderno, o módulo lunar, além de vários manuscritos médicos e científicos, entre outras coisas interessantíssimas.

Tate Modern: Situa-se na antiga central elétrica de Bankside, por isso não tem aquele aspecto clássico dos prédios dos outros museus. Lá você verá arte moderna de grandes pintores e escultores do mundo inteiro. Quando tiver terminado a excursão pelos andares do museu, dê um passeio ao redor do prédio. Tem umas ruas com pubs e restaurantes populares bem legais.

National Gallery: Situada na Traffalgar Square, aqui você verá quadros clássicos dos maiores artistas da Europa e do mundo expostos por várias salas. A arquitetura do local é uma atração a parte. O lugar é um daqueles que imediatamente convidam você à contemplação. Eu passei horas lá sem me cansar.

Imperial War Museum: Foi fundado durante a Primeira Guerra Mundial em homenagem aos britânicos que haviam perdido a vida na guerra. Hoje tem várias exposições de armas, aparelhagem e imagens das várias guerras ocorridas no mundo desde então. Quando estive lá havia uma
exposição sobre os judeus mortos durante a Segunda Grande Guerra na qual, além de podermos ver objetos (como sapatos e roupas dos mortos pelo regime nazista nos campos de concentração), ainda podíamos assistir a vídeos com depoimentos e cenas jornalísticas da guerra – cenas extremamente emocionantes.

Hyde Park: Um dos mais belos parques do mundo, corta o centro de Londres e tem, durante o ano inteiro, várias atrações culturais como shows de grandes artistas mundiais. Há também a opção de alugar pedalinhos para passear no lago, sentar-se num café para admirar a vista, etc. é adjacente ao Kensington Gardens (aqui foi filmado “Em busca da Terra do Nunca”), junto com o qual se tem uma área verde que vai de Queen’s Bay até o Castelo de Buckingham. No período de férias há até um parque de diversões e feira artesanal montados lá.

Palácio de Buckingham: O barato aqui, além do jardim florido e da arquitetura, é assistir à troca da guarda. No entanto, é preciso ficar de olho no calendário, pois esta acontece apenas uma vez na semana em hora definida. Você encontra a tabela com os dias e horários aqui: http://www.changing-the-guard.com/dates-times.html

Traffalgar Square: A praça mais famosa de Londres fica no centro da cidade e tem esse nome por conta da vitória dos ingleses na Batalha de Traffalgar. De lá se pode ir para diversos dos pontos turísticos mais famosos de Londres e Westminster caminhando por poucos minutos (aliás, pode-se fazer tudo no Centro de Londres apenas caminhando).

Abadia de Westminster - by Lucas Berto
Abadia de Westminster, Big Ben, Parliament House: Partindo de Traffalgar Square, sentido sul, chega-se a Westminster, onde você encontra de uma só vez, os três monumentos mais famosos da Inglaterra. Em frente ao Big Ben tem um mercadinho onde se pode comprar lanches baratos.

Picadilly Circus, Leicester Square, China Town: Subindo a Traffalgar Square pela direita da National Gallery, chega-se ao Picadilly Circus em menos de cinco minutos. O lugar é rodeado por bares, restaurantes e teatros. É o centro fervilhante da cidade. No meio do caminho, você encontrará a Leicester Square (próximo à Leicester Square, há uma churrascaria brasileira chamada Preto. Rodízio muito bom e com preço legal), e, subindo mais um pouquinho o Noel Coward Theatre (onde você poderá ver peças com grandes atores britânicos como Jude Law de graça! Basta apenas enfrentar a fila para os ingressos gratuitos) e a China Town de Londres.

St James Park 
Charing Cross Road: Próxima à Leicester Square, aqui você encontra uma rua inteira especializada em livros usados. São livrarias e livrarias de tesouros literários com valores maravilhosos! Meu interesse aqui começou por conta do livro/filme “Nunca Te Vi, Sempre Te Amei” – “84 Charing Cross Road”, em inglês. A história de Rua Charing Cross (Road) é muito interessante também.

Quando a mulher do Rei Eduardo I, Leonor de Castela, morreu em 1290, seu corpo foi transportado para a capital do país. A jornada demorou mais ou menos três semanas e o rei enlutado erigiu 12 cruzes ao longo do caminho em memória dela. A última parada do caixão foi a vila de Charing, onde hoje é a Traffalgar Square e que ficava exatamente entre as cidades de Londres e Westminster. Os monumentos de Charing Cross, no entanto, foram demolidos pelos puritanos no século 17.

The London Eye, The London Bridge, The Shakespeare Theatre: Todos no Centro de Londres, são atrações que todo turista tem de ver. O London Eye é uma imensa roda gigante inaugurada no ano 2000 para as celebrações do milênio. De lá tem-se uma visão magnífica de toda a cidade. Fica à beira do rio Tâmisa, ao lado oposto do Big Ben, entre a Ponte de Londres e o Teatro de Shakespeare. (Paga-se uma taxa para o London Eye).

Notting Hill: O lugar é um dos mais charmosos de Londres. Fica na região centro-oeste da cidade, próximo ao “final” do Hyde Park. A maioria das casas são no estilo vitoriano e aos sábados acontece a feira de antiguidades, artesanato e alimentação. Durante o verão, lá acontece o carnaval de Londres. Vale a pena conferir.

Durante todo o ano acontecem exposições e atrações em Londres. Consulte aqui para mais informações: http://www.timeout.com/london

ENGLISH VERSION

"Why, Sir, you find no man, at all intellectual, who is willing to leave London. No, Sir, when a man is tired of London, he is tired of life; for there is in London all that life can afford." 

Only by walking the historic streets of London, with its sturdy buildings, its imposing architecture, its magnificent churches, its pier by the Thames, it's monuments, squares and parks can we fully understand the words which start this text by writer Samuel Johnson. London has it all residents and tourists seek to see, experience and enjoy. There you have everything at hand and there's no lack of things to do. The place seems to have been designed to cater to different kinds of people and their individual needs.
Plataforma 9 3/4 - By Lucas Berto

Thus, we can take advantage of a dazzling array of things to do, which go from visiting places that exude peace, the desire for contemplation, the calling for self-knowledge, to the hectic, thriving cultural and artistic scene, which pervades everywhere one goes as an invitation to fun and entertainment through paths lit by colorful, almost epileptic, shining lights, which make the English capital city be on a par with the City of Lights, or perhaps be itself the City of Lights.
London and Westminster (what we commonly call "London" are actually two cities!) are places which everyone who has read some of the world’s classical books such as "The Picture of Dorian Gray", "Dracula", "84 Charing Cross Road", etc., or watched movies like "Last Chance, Harvey", "Closer", "Notting Hill", "Sherlock Holmes", "Love Actually", "Harry Potter", among others, are familiar with. 

Who doesn't remember (even if you have never been there) the red double-deckers, or the red telephone booths; who doesn't recognize the Big Ben or Piccadilly Circus? - a handful of people, I suppose. The feeling of familiarity that wraps us while we walk through the streets and see the famous black cabs, when we observe the Queen's Guards, in their huge tall hats, so concentrated to the point of not even blinking, or the men and women in long overcoats holding their umbrellas, make us practically be transported to some or several stories that we've read, seen, and idealized. 

Traffalgar Square
London and Westminster, to me, are romantic places (much more than Paris!), which are sophisticated and full of a unique energy, so peculiar that it's capable of making us fall head-over-heels in love with it, and giving us the feeling that everyone, at least once in their lifetime, should peregrinate there. 

When I was studying in Dublin, I took advantage of being less than an hour from England and the amazing fares of Ryanair (you can find tickets for only 5.00 euros! The most expensive fares that I saw were in the neighborhood of incredible 19.99) and took a trip to that lovely country. 

Another piece of very important information is that travelers on flights from Ireland don’t go through immigration, in other words, you leave the airplane right to the streets of London without the need of a visa or of spending countless hours answering those horrible immigration questions!

Below you'll have a very short list for what to do and see - for free! - in London and Westminster:

The British Museum: One of the oldest museums in the world, it has a vast collection of objects and crafts, many of which we saw and studied in books and our history classes such as the Rosetta Stone, Egyptian mummies, sculptures and statues of ancient kingdoms, etc. One of the most impressive things to me was an immense room whose walls were made with the actual walls of a Persian temple telling the story of a king’s hunt for lions. It’s amazing!

The Natural History Museum: There you’ll see a vast collection of more than 70 million items related to the sciences of Life and the Earth, and a permanent exhibit on dinosaur skeletons, as well as a Garden with various species of plants from around the world. There’s also a library where you’ll find books, newspapers and manuscripts, besides art, precious stones and gems from around the world. Everything was impressive there, but the coolest thing to me was see the kids having History and Biology classes (just as I saw at the British Museum) there, seeing the actual thing.

The Science Museum: It has, throughout its seven floors, a collection of more than 300,000 items with great historic and scientific importance that will amaze you. For instance, you’ll be able to see the first locomotive Rocket, the first jet engine, the first modern lathe, the lunar lander, besides a number of medical and scientific manuscripts, among other very interesting things.

Tate Modern: Located at the former Bankside Power Station, hence it doesn’t have that classical aspect of the museums and galleries. There you’ll find modern art by great painters and sculptors from around the world. When you’ve done with the excursion through the many floors of the gallery, take a walk around the outside part of the building, there are streets where you’ll find pubs and neat popular restaurants.

National Gallery: Situated at Traffalgar Square, here you’ll have exhibits of classical art from Europe and all the planet. The architecture of the building is an attraction apart. The premises are one of those that invite you to immediate contemplation. I spent unweary hours there.

Imperial War Museum: It was founded during the World War I as a tribute to the British who died in the war. There are many exhibits of weaponry, war equipment such as tanks, planes and cars, and images/videos of thewars which have taken place since then. When I was there, they were showing an exhibit on the Jews killed by the Nazi during WW2. Not only can we see objects (as shoes and clothing worn by the prisoners killed in concentration camps), but we can also watch actual footage of survivors and reports from the time – it was extremely moving.

Hyde Park: One of the most beautiful parks in the world, it cuts the central part of London, and holds, throughout the year, various cultural shows and concerts of a range of world-known musicians.

There’s also the option of renting a paddle boat during the summer and spring to go around the lake, or sit at one of the cafés to just unwind and watch the view. It’s adjacent to another park, Kensington Gardens (where “Finding Neverland” was shot). Both of them together comprehend the area from Queensbay to Buckingham Palace. During vacation time there is a carnival there with many rides and crafts/food stands.

Buckingham Palace: The cool thing about it, besides the flowered Garden and the architecture, is to watch the change of the guard. However, it’s necessary to pay attention to time and dates, as it happens only once a week and at scheduled time. Find more about it here: http://www.changing-the-guard.com/dates-times.html.

Traffalgar Square: This is the most famous square in London, it’s at the city Center and has that name because of the English victory at the Traffalgar Battle. From there you can walk to many other tourist attractions and sights in London and Westminster in just a few minutes (You can actually go everywhere in the City Center just walking).  

London Eye - By Lucas Berto
Westminster Abbey, Big Ben, Parliament House: From Traffalgar Square, southward, you get to Westminster, where, at once, you find the three most famous monuments in England. Opposite the Big Ben there’s a minimarket where you can buy snacks for reasonable price.

China Town - By Lucas Berto
Picadilly Circus, Leicester Square, China Town: Going up the right-hand side of the National Gallery, one can get to Picadilly Circus in less than five minutes. 

The place is surrounded by cafés, restaurants and theaters. It’s the high-key part of town. On the way, you’ll also find Leicester Square (next to Leicester Square there is a Brazilian steak house called Preto. They have reasonable price) If you go up a little more, you get to Noel Coward Theatre (where you can see plays with great British actors, such as Jude Law, for free! You just need to line for the free tickets), and the China Town of London.

Charing Cross Road: Next to Leicester Square, here you find a whole street specialized in second-hand and antiquarian bookshops. There are a lot of bookstores full of literary treasure for very good price! My interest in the place began with the movie/book “84 Charing Cross Road”. 

But the story of Charing Cross Road is in itself very interesting. When King Edward I’s wife, Eleanor of Castile, died in 1290, her body was carried to the capital. The journey took nearly three weeks and the grieving King erected 12 crosses along the way in memory of his wife. The last stopping point was between the cities of London and Westminster, at the village of Charing, where now Traffalgar Square is located, the Charing Cross monuments were destroyed by the puritans in the 17th century.  

Shakespeare Theater - By Lucas Berto
The London Eye, The London Bridge, The Shakespeare Theatre: All of them at London City Center, are must-see attractions. The London Eye is a huge Ferris Wheel opened to the public in the year 2000 to celebrate the millennium. From there you can have a wonderful view of the city. It is located on the south bank of the River Thames, opposite the Big Ben, between the London Bridge and the Shakespeare Theater. (You have to pay an admittance fee for the London Eye experience)

Notting Hill: One of the most charming places in London, it’s situated in the center-west region of the city. Next to Hyde Park. Most of the houses there are Victorian Style and on Saturdays the place holds the famous Porto Bello Road Market. It also hosts the annual Notting Hill Carnival in the summer.  

Many exhibits and cultural events are held in London throughout the year. For further information, check this site: http://www.timeout.com/london

sábado, junho 14, 2014

Glendalough & Kilkenny - Travel Ireland - Viage pela Irlanda

(scroll down the page for the English version)
Glendalough:  (pronunciado /gléndalók/ ) quer dizer "Glen dos dois lagos". Um lugar que evoca não somente a natureza, mas a contemplação que leva à paz do espírito, que faz você viajar nas árvores milenares, nos caminhos centenários enquanto o vento frio beija seu rosto de forma quase espiritual. Passear pelas ruinas dos tempos de São Kevin e de outros santos irlandeses, sentar-se sobre a relva, caminhar por picadas abertas na mata, ou mesmo entrar no restaurante/hotel para esquentar-se com um bom chocolate ou sopa quentes se o dia estiver frio, é um transporte a outro tempo, a um lugar de sonhos, do tipo que a gente vê em filmes de época e contos de fadas.
Você pode ir a Glendalough, que fica nas montanhas de Wicklow, de carro ou de ônibus fretado - tem empresas de ônibus que fazem o passeio por 45 euros. Geralmente, os passeios são feitos para Kilkenny e Glendalough. O turista, que viajar com as empresas de turismo, passará o dia inteiro em viagem. Os ônibus saem do Centro de Dublin às 6h e retornam às 20h. É um passeio imperdível para quem vai à Irlanda.
Torre redonda - round tower
Glendalough foi estabelecida no século 6 depois de Cristo, por São Kevin, como local monástico do cristianismo celta. Por isso, as ruinas serão sempre de igrejas e cemitérios onde se pode ver as cruzes celtas e a evocação à adoração de Deus. Outra atração no local é uma das famosas torres redondas - round towers - que estão por toda a Irlanda. Essas torres eram usadas estrategicamente como local de estoque de riquezas e proteção em tempos de guerras. É incrível contemplá-las e pensar na história que elas, em seus muros milenares de pedras, encerram.
Outra opção para quem visita o local é escalar montanhas - a subida, feita em cordas de alpinismo, pode chegar a 100 m. - ou então fazer trekking.


Centro de Kilkenny com Saint Mary's Church ao fundo
Kilkenny: vem do gaélico "Cin Chainnigh" que significa "a igreja de Canice" e leva este nome em homenagem a São Canice (ou Kenneth), um dos chamados Doze Apóstolos da Irlanda, por serem os homens responsáveis pela cristianização desse país. A cidade fica na província de Leinster, a aproximadamente 100 km (63 milhas) de Dublin e é cortada pelo rio Nore. 
Seguindo a tradição irlandesa, em Kilkenny o turista irá encontrar muitos monumentos de valor histórico e uma cidade extremamente organizada, limpa e de gente cordialíssima. Kilkenny foi um dos meus destinos favoritos na Irlanda. Não apenas pelo meu interesse em história e igrejas, mas também pela tranquilidade que o lugar exala. 
Andar por suas ruas medievais bem conservadas é como fazer uma viagem no tempo e estar entre duas realidades que não se excluem, ao contrário, se entrelaçam num quase sincretismo religioso. As pedras centenárias que formam a amurada da antiga cidade, que de um antigo assentamento monástico se transformou, através dos
Castelo de Kilkenny
séculos, numa das mais importantes cidades mercantes européias das Idades Média e Moderna, os fósseis de construções antigas, a velha arquitetura que resiste às eras, coexistem pacifica e harmonicamente com o asfalto novo atapetando as ruas, com os carros modernos, as placas e semáforos que alertam e guiam os transeuntes embevecidos; e os postes de luz cujo design lembra os tempos idos das lâmpadas a óleo e que estão em todo lugar, desde praças e ruas até às amuradas das pontes.
John's Bridge - Ponte sobre o rio Nore
O visitante, além de extasiado com a cidade em si e seus monumentos, é bem acolhido pela população que está sempre apta a iniciar uma conversa e matar tanto a nossa curiosidade sobre eles como nos encher de perguntas sobre o lugar de onde viemos. E isso pode ser feito tanto na rua, caminhando enquanto o vento frio ou a brisa leve nos tocam as faces, como dentro de um dos inúmeros restaurantes ou cafés espalhados pelo lugar. Há também ruas em que se escuta música tocada e cantada pelos chamados buskers e vê-se artistas de várias partes da Europa e do mundo.
Mas, para quem não se contenta em apenas observar os transeuntes que caminham tranquilos pelas ruas de Kilkenny, ou os artistas fazendo sua arte nas vielas e becos da cidade, pode visitar o castelo, jardins e igrejas que a transformaram em uma das grandes atrações da República Irlandesa. 
Para fazê-lo, pode optar por ir caminhando - a cidade não é grande e você, caminhando, tem a possibilidade de desfrutar muito mais do local - ou através de um trenzinho que te leva num tour de 10-15 minutos pelos locais mais importantes de Kilkenny - no trem você só passa pelos lugares, não pode parar e saltar para fotografar. Quando estive lá, custava 5 euros -. O trem é bom se você não tem muito tempo pra gastar pela cidade, mas, se o tempo não for um fator importante, prefira ir fazer uma caminhada. Garanto que irá lhe fazer um bem danado - tanto para a alma como para o corpo. 
Entre as atrações que você não pode deixar de ver, estão:
Castelo de Kilkenny e Jardim: o castelo foi erigido em 1195 e se manteve com a mesma estrutura
por centenas de anos. Durante a ocupação normanda, ele foi, junto com os muros e fosso ao seu redor, um elemento importantíssimo na defesa da cidade. O jardim do castelo é mais recente e serve de local de encontro para quem quer fazer piquenique, se exercitar, passear com os cachorros ou apenas relaxar desfrutando da beleza e tranquilidade que o local oferece.  
Saint Mary's Cathedral: É uma igreja gótica - como a maioria esmagadora das igrejas na República da Irlanda - que data de 1842 e está situada no ponto mais alto de Kilkenny - daí poder ser vista de várias partes da cidade. 
Saint Canice's Cathedral and Tower: o prédio atual data do século 13 d.C, é a mais longa catedral irlandesa e tem seu nome em homenagem a São Canice (ou Kenneth). Ao lado da igreja há uma das famosas torres redondas da Irlanda, esta datando, aproximademente, do século 9 d.C - de lá dá pra se ter uma visão espetacular da cidade. 
Rothe House - É um complexo único do século 17, construido entre 1597-1610, lá você ter uma ideia de como eram os jardins e pomares do século 17, além de ver artefatos e objetos do cotidiano da cidade de Kilkenny desde a Idade Média.
Dunmore (do gaélico, Grande Forte) Cave: É uma caverna de calcário aberta para visitação pública - paga-se uma taxa - e é de extrema importância histórica. Lá foram encontrados pinturas nas paredes, objetos que datavam da idade do bronze e restos mortais oriundos do massacre Viking ocorrido no ano de 928 d.C. Como se não bastasse tudo isso, o visitante aventureiro ainda pode desfrutar da experiência incrível que é percorrer o "Grande Forte". 
Dominican Black Abbey: Foi fundada em 1225, tem esse nome devido à capa preta utilizada por seus monges. Sua importância histórica se deve ao fato de a igreja ter sido estabelicida próxima ao rio que dividia a cidade em duas partes: possessão irlandesa e possessão inglesa.

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Glendalough: (pronounced /gléndalók/) means “Glen of the two lakes”. It’s a place that evokes not only nature, but also the contemplation that leads to the peace of spirit, which makes you travel into the beauty of the millenarian trees, the centenarian pathways while the chilly winds caress your face in an almost spiritual fashion. Walking around the ruins from the times of Saint Kevin and other Irish holy men, sitting on the meadow, promenading through the paths amid the woods, or even going into the restaurant/hotel to get warmed by a delicious cup of hot chocolate or soup if the day is cold, is like being transported to other times, to a place of dreams, the way we see in movies and in fairy tales.
Sign on a farm on the way to Glendalough
You can go to Glendalough, which is in the Wicklow Mountains, by car or tourist bus – there are some bus companies that offer the tour for 45 euros. Generally, the tours are to Glendalough & Kilkenny, the tourist, who travel with the bus companies, will be away all day long. The buses leave Dublin City Center at 6am and return at 8 pm. That’s a must-take tour for all of those who travel in Ireland.
Glendalough was stablished in the 6th century after Christ, by Saint Kevin, as a monastic land to Celtic Christianity. Therefore, the ruins will always be of churches and cemeteries where you can see Celtic crosses and feel summoned to worship.
Another attraction at the place is one of the famous round towers, which are almost everywhere in Ireland.
Those towers were used strategically as a place to stock treasures and as a haven in times of war. Contemplating those towers and thinking about the history that they enclose in their millenarian walls is an amazing experience.
Another option to those visiting the site is mountain climbing - the climb, made of cords pinned to the rocks, can go as high as 100 m. -, or even go trekking.

Kilkenny: comes from the Gaelic word “Cin Chainnigh”, which means “Canice’s church”, and the name is an homage to Saint Canice (or Kenneth), who is one of the so-called Twelve Apostles of Ireland for being the men responsible for the Christianization of the country. The city is in the province of Leinster, about 100 km (63 miles) from Dublin, and is built on both banks of the river Nore.
Keeping the Irish traditions, in Kilkenny the tourist will find many monuments of historical relevance and an extremely organized and clean city full of really friendly people. Kilkenny was one of my favorite destinations in Ireland. Not only because of my interest in history and churches, but also for the tranquility the place exudes. 
Walking its well preserved medieval streets is like taking a trip in time and being between two realities, which are not self-excluding, quite opposite, they are intertwined in an almost religious syncretism. The centenarian stones that form the wall of the old city, which, from an old monastic settlement, became one of the most important merchant European cities in the Middle and Modern Ages, the fossils of ancient constructions, the old architecture that stands in defiance of the passing eras, coexist peacefully and harmonically with the new pavement covering the streets like a smooth carpet, with the modern cars, the signs and traffic lights that alert and guide the enrapt passers-by, and the light poles – which are everywhere, from squares and streets to balustrades of bridges -, and whose design calls to mind the oil lamps of yester years.
The visitors, other than feeling enthralled by the city itself and its monuments, is really welcomed by the local population that seems to be always willing to engage in conversation and satisfy the curiosity about themselves and their city, as well as to ask us a load of questions about the place we come from. And that can be done both on the streets, walking while the chilly wind or the light breeze touches our faces, or in one of the numerous restaurants and cozy cafés all around the place. There are also streets where one can listen to good music performed by buskers and where one can see artists from various parts of Europe and the world.
But, for those who don’t get satisfied by only watching people passing by, calmly, through the streets of Kilkenny, or by observing the artists and musicians do their thing at the alleys and bystreets of the town, can visit the castle, gardens and churches that made the city one of the greatest attractions of the Irish Republic.
To do that, one can choose to walk – the town is not that big and you, walking, will have the
opportunity to enjoy more of the place -, or by taking a ride on a little train that will take you on tour around the city for 10-15 minutes, around the most important attractions – taking the ride, you’re only going to see the sites, you won’t be able to go off for pictures or anything. When I visited, it cost 5 euros -. The train is good if you don’t have much time to spare around town, however, if time is not an important factor, you should prefer to go for a ride. I can guarantee that it’ll only do you a lot of good – both to the soul and body.
Among the must-sees, you’ll have:
Kilkenny Castle and Gardens: the castle was erected in 1195 and kept the same structure for hundreds of years. During the Norman occupation, it was, together with the walls and pit around it, a very important element in the defense of the city. The garden of the Castle is more recent and serves as a gathering place for those who want to go on a picnic, practice sports, walk the dogs, or just relax and enjoy the beauty and quiet the place offers.
Saint Mary’s Cathedral: Is a Gothic church – as the biggest majority of the churches in the Republic of Ireland. It’s construction dates back to 1842 and it’s situated at the highest place in Kilkenny – hence it can be seen from various places around town.
Saint Canice’s Cathedral and Tower: the present building dates back to the 13th century a.C. it’s the longest cathedral in Ireland and has its name as an homage to Saint Canice (or Kenneth). Next to the church there is one of the famed round towers of Ireland, which dates back to the 9th century after Christ – from there one can have a wonderful panoramic view of the city.
View of the river from the Castle
Rothe House: It’s a unique building complex of the 17th century, built between 1597-1610, there you can have a good idea of what the gardens and orchards of the 17th century looked like. Besides that, you can also be in contact with artifacts and objects of the day-to-day life in Kilkenny city from the Middle Ages on.
Dunmore (from Gaelic, Great Fort) Cave: is a limestone cave open to public visitation – for a fee – and has extreme historic importance. There, they found paintings on the stones, objects which dated from the Bronze Age and the remains of locals slaughtered in the Viking massacre in the year 928 a.C. As if all of that was not enough, the tourist can also enjoy the incredible experience of visiting the “Great Fort”.
Dominican Black Abbey: was founded in 1225. Its name is due to the black cloaks worn by its monks. Its historic importance comes from the fact that the church was established next to the river that divided the city in two parts: the Irish Lands and the British Lands.  



Londres ao pôr do sol

Devo confessar que nesta altura do campeonato não vi sequer um jogo da Copa do Mundo na Rússia. Eu sei, o Brasil está em polvorosa, ca...