quarta-feira, novembro 19, 2008

...

As palavras dizem o que sinto?
Não sei!
Mas sinto as palavras que digo que sinto - talvez.
Nelas vou me expondo, me revelando, me desnudando
Na esperança de alcançar você.


Mas ninguém alcança ninguém - nós é que nos fingimos alcançados.
Somos metáforas de amor, epístolas de ilusões, espelhos forjados
De paixões, truques realizados no escuro secreto da alma.

Somos aforismos reprodutores de espectros passados.
Outro dia olhei você nos olhos e pensei:
"Não conheço nada sobre ti, és um livro lacrado com o selo dos anjos.
Mas posso fingir que sei quem és, e posso, eu também, forjar ilusões".
Então me recitei em poesia e cantos - e você sorriu
Com aquele sorriso lindo derreando seus lábios, mostrando os dentes brancos.

A palavras que usei foram bem calculadas, para você sorrir mesmo,
E me deixar entrar de mansinho nesses abismos profundos de seu coração.
Quis criar mais uma ilusão, gerar imagens fictícias em sua mente
Que levassem você a se projetar em mim - e me querer.


Não sei se as palavras dizem o que sinto -
Mas me sinto em todas as palavras que digo que sinto
Quando falo com você.

domingo, novembro 16, 2008

Ai ai!

Estar apaixonado não é sofrer,
Nem tampouco chorar amargurado pelos cantos.
Não é deixar a vida passar enquanto nos prendemos em um quarto,
Abafado, fechado, vivendo ilusões.
Estar apaixonado não é escrever cartas de amor sobre um papel em branco,
Nem ouvir músicas que falem de sentimentos forjados, ou ter lenços enxugando os olhos
Depois de uma sessão de filmes românticos;
Nem mesmo ver o pôr-do-sol sentado no cais imaginando deleites.

Quem assim procede não sabe o que é estar apaixonado - conhece apenas ilusões.
Porque, estar apaixonado, mesmo, é ter seu corpo contra o meu, quente, febril, ardente.
É sentir seus beijos vorazes e suas mãos a me tocarem todo,
E suas palavras sussurradas em meus ouvidos.

Estar apaixonado de verdade é sentir seus rios correrem,
Ter nos lábios o gosto de sua saliva doce, ver seus olhos negros,
Sentir o cheiro que seu cabelo exala e o perfume vindo de sua pele.
Ouvir a cada minuto seus "ais" e "amor" dentro dos ouvidos.

Se dizem estar apaixonados sem sentirem essas coisas, mentem.
Porque só esteve apaixonado, de verdade mesmo,
Quem se apaixonou por você.

sábado, novembro 15, 2008

Pimentão Recheado com Carne Moída – RECEITA FÁCIL.

2 Pimentões vermelhos ou amarelos grandes.
5 dentes de alho amassados ou 2 colheres de chá de alho em pasta (ou alho a gosto)
Sal a gosto.
100 ml de vinho tinto.
200 gramas de carne moída.
1 porção de azeitonas verdes sem caroços.
1 porção de uvas passas.
1 porção de ervilhas.
1 porção de milho.
2 colheres de sopa de mostarda.
1 caldo de bacon ou de costela de porco.
Creme de leite (½ xícara).
Extrato de tomate(½ xícara).
2 porções de tempero verde picadas.
1 cebola pequena.
Azeite de oliva.
Fatias de queijo.

MODO DE PREPARO:
1ª etapa:
Em um recipiente coloque a carne moída e a tempere com o cheiro verde, o sal e o alho. Cubra com o vinho e reserve por pelo menos ½ h. – se preferir deixar por mais tempo, cubra o recipiente e o ponha na geladeira.

2ª etapa:
Doure a cebola levemente no azeite de oliva e junte com a carne moída. Deixe fritar até que a água desprendida pela carne evapore quase toda. Após isso, junte o creme de leite, o extrato de tomate, a mostarda, o caldo de bacon ou de costela de porco, a ervilha, o milho, as azeitonas, as uvas passas e deixe cozinhar por mais cinco minutos em fogo brando - se for necessário, acrescente água.

3ª etapa:
Pegue os pimentões, abra-os delicadamente pela parte do fundo onde há as sementes, retire-as. Encha o pimentão de água para que as sementes restantes sejam soltas. Depois de limpá-lo, rechei-o primeiro com o queijo (a quantidade de fatias vai depender de quem prepara a receita. Eu geralmente ponho 5 fatias para cada pimentão - o queijo, quando derreter, servirá para fixar a carne); após, preencha a cavidade do pimentão com a carne moída e o caldo restante na panela. Em seguida, ponha o pimentão na panela, e deixo-a aí por aproximadamente 3 minutos – não precisa de cozinhar o pimentão, só de amolecê-lo um pouco e derreter o queijo. Durante esse tempo, regue o pimentão com o caldo que sobrou – assim, você não precisará de virá-lo o tempo todo para amolecer todos os lados.

4ª etapa:
Ponha o pimentão em um prato e sirva com arroz branco e uvas passas. Para acompanhar, um vinho tinto cai bem.

Bom apetite!

segunda-feira, novembro 10, 2008

ai meu Deus, piedade!

Eu disse que não me apaixonaria novamente;
Prometi a mim mesmo, com todas as forças, apegado a todos os santos
que jamais quereria alguém de novo.
Jurei aos céus e à terra que nunca ninguém me faria suspirar nas horas de sossêgo,
Que ninguém jamais me faria rir à-toa, sem motivo, como um drogado diante do mar.
Mas, Deus, piedade!

Quando vejo aquele rosto, ali, para mim sorrindo - só pra mim;
Aquele sorriso maroto, sedutor e inocente.
Quando sinto uns lábios quentes
Um corpo ardente e um peito arfante,
O teu peito arfante, e o sussurro em meus ouvidos.
Piedade!

Onde estão minhas forças? onde estão minhas preces?
Elas se esvaem, se perdem pelo ar como a fumaça do incenso que o vento levou.
Meu oratório vazio, minhas igrejas sem círios, meus candelabros sem velas -
menorás sem luz!
Estou perdido nuns braços nus que me envolvem o corpo trêmito e me suspiram por inteiro.

Piedade de mim que sou ingênuo!
Piedade do pobre de peito em brasas, de olhos cheios de lágrimas e sorrisos puros.
Eu disse que jamais me apaixonaria novamente!
Mas foi apenas porque eu não te conhecia.


sexta-feira, novembro 07, 2008

Quem é você?

O que é isso que você está me fazendo sentir?
Essa sensação de que nos conhecemos há tempos, quando na verdade apenas nos descobrimos?
Na semana passada, enquanto te esperava chegar, meu coração não me dava tréguas: pulava, tremia, sofria, gritava, queria rasgar meu peito.
Enquanto eu caminhava ao seu encontro, meu interior era um mar Egeu cheio de deuses e mitos e lendas ancestrais, de batalhas titânicas e dúvidas imortais – ou tão mortais quanto eu e esse medo de existir de verdade.

Cada segundo de espera eram eras que passavam lentas, se arrastando e me arrastando com elas.
Aí você chegou. Me viu. Parou. Hesitou – o que foi? – pensei. Então você sorriu.
Era noite, nunca vou me esquecer do vento em meu rosto, da lua no céu, da multidão desaparecendo ao redor, do seu rosto brilhando e me tragando para ele – quis um beijo ali mesmo, mas parei só para te olhar melhor.

Quando vi seu sorriso, senti meu corpo todo tremer! Tremeu como na hora em que você me beijou - se lembra?
Tremeu todo e eu pensei: quem é você? Não faz uma semana que nos falamos!
Aí a gente entrou no restaurante, você sentou diante de mim, e eu não conseguia parar de querer olhar seus olhos, tão grande era o meu êxtase.

Você sorriu de novo, e eu quis ter aquele sorriso quando acordasse e quando dormisse; Quis ter aquele sorriso quando estivesse triste, como agora, confuso como agora.
Quis ter aquele sorriso pra mim, e sentir aquele cheiro, e olhar naqueles olhos de mistérios.
- Seus olhos não te revelam, mas eles são profundos demais.

Quem é você que me fez querer escrever poemas novamente?

sexta-feira, junho 27, 2008

Alma de Poeta


Eu não sei se tenho o que chamam de "Alma de Poeta" -
Só sei que sinto tão forte e amo tão forte e experiencio tão forte!
Vejo os rostos, as fotos de quem está ou quem passou em minha vida,
Sinto eles, lembro deles e tenho um querer-bem tão incrível,
Umas saudades tão profundas que doem aqui dentro,
Ardem no peito e fazem meus olhos se encherem de lágrimas,
Me dando um desespero, uma vontade de ter de volta o que passou...

Talvez exista mesmo esse negócio de poetas serem diferentes,
De sentirem mais intensamente, de verem os amarelos das plantas
Mais radiantes, e o verde da grama mais intenso, e o azul do céu mais azul do céu.
Outro dia parei a ver um beija-flor num pé de me-dê-um-beijo-que-te-digo e
Fiquei extasiado na imagem daquelas penas verde-lustrosas sugando o néctar.
Fiquei espiritual sob o céu claro e a chuva que garoava sobre o colibri e eu.

O poeta deve ser um dedo de Deus escrevendo o mundo,
Ou o coração Dele sentindo Sua obra, ou Seus olhos contemplando a criação –
Talvez seja o Adão primevo, o ideal do Paraíso ou mesmo o próprio reflexo
Do Paraíso trazendo um pouco de paz a esses dias tão tumultuosos,
Um pouco de sentido divino a essa nossa angústia de ser.

Eu tenho alma de poeta! É por isso que sou tão estranho,
Por isso que sou tão arrebatado e tão triste e tão entusiasta.
Ser assim é bom, mas dói tanto, fere tanto, arde tanto!
O poeta é o espírito angélico, um profeta antigo, um santo
Martirizado pelas flechas dos sentimentos e pela dor que corre o mundo
E o seu próprio peito, que inflama o espírito todo e incendeia tudo.

Por isso, quando vocês virem um poeta, ou lerem seus versos,
O vejam e os leiam com a alma leve, através de olhos espirituais.
Pois, o poeta é um pequeno farol brilhando distante na escuridão que nos cerca.
visitem: www.marciowaltermachado.com.br

terça-feira, junho 03, 2008

QUANDO MORRE O POETA




Quando morre o poeta,
Cala-se a voz dos deuses.
Quando ele, do leito triste,
Solitário expira
As estrelas do céu e as luzes do dia
Todas se apagam.


O poeta é o luzeiro do dia
E os faróis da noite sobre o mar;
É nele que se faz a língua
E dele que ela se gera.
O poeta é névoa, é estrela longínqua
É evanescente e efervescente.


Diante do poeta calam-se as tempestades,
Acalmam-se os vulcões furiosos -
Ninguém o resiste,
E para segurá-lo também não existe quem.
O poeta é a trombeta do Arcanjo
E os trovões ribombando.


Quando Deus criou as almas,
Ele disse a algumas:
Vós ireis e sereis poetas na vida,
De gauche ou de direita – não importa,
Sereis poetas! Sereis vida!


Por isso, quando morre o poeta
Os querubins se inclinam lá das nuvens
Derramando suas lágrimas tristes,
Escondendo seus rostinhos barrocos
E dizem:
Morreu o poeta, perdeu-se a vida.

segunda-feira, maio 26, 2008

Meu coração

Meu coração bate -
Mas sem um amor,
Sem uma música,
Sem um perfume.
Bate com um sangue negro
Coalhado, insípido, inodoro, infulgor.

Meu coração bate descompassado,
Trêmulo.
Parando aqui e ali,
Aqui e ali correndo,
Chorando aqui e ali.

Meu coração é como menino
Aperreado, malvado, tímido, indiscreto;
É rebelde, amoroso, calado,
É fogo-fátuo malévolo;
E às vezes me leva ao céu
E às vezes me leva ao inferno
E às vezes...

Meu coração bate – e por tão pouco!
E pouco – por tão tanto!
Ave de rapina, beija-flor de bonina
Vento, vento, vento.

Meu coração é o tempo que passou
E que não passa;
É dor, é flor, é graça;
São mil desejos e três mil desesperos.

Meu coração sou eu
E toda a angústia de viver em mim
VISITE: www.marciowaltermachado.com.br

sábado, maio 24, 2008

Se Liga Bocão e o fenômeno Poltergeist

Em 1982 Steven Spielberg trouxe às grandes telas o filme que seria um dos maiores clássicos do terror: Poltergeist – O fenômeno. Com esse título, Spielberg já dava aos amantes do cinema a dica sobre a trama da história. Afinal, se não todos nós, a maioria dos cinéfilos viventes já ouvira o ressoar tilintante de correntes e barulhos estranhos que o nome Poltergeist traz à nossa memória coletiva, a partir de filmes como, e.g., Terror em Amitville.

O que Spielberg não nos deixou adivinhar, no entanto, foi a maneira como a história se desenrolaria – isso só se descobriria à medida que fossemos acompanhando a vida da família Freeling durante o desenvolver da trama, especialmente a partir dos olhos e ouvidos da pequena Carol Anne Freeling, interpretada pela atriz Heather O’Rourke – que ainda atuaria em Poltergeist 2 e Poltergeist 3, deixando o terceiro filme incompleto por causa de seu falecimento súbito.

Na história, os primeiros contatos da família Freeling com os Poltergeists se dão através do aparelho de TV no momento em que a estática – aquele chiado sem imagem - substitui as transmissões de programas durante a madrugada, momento em que as emissoras encerravam sua comunicação. A pequena Carol Anne Freeling se torna a partir de então um ponto de contato entre os dois mundos – o mundo dos vivos e aquele dos espíritos que vagam perdidos– ponto-chave do terror esperado pelo espectador que busca apenas o entretenimento da sétima arte.

Porém, apesar de o filme Poltergeist ser uma produção para entretenimento, não se deve observá-lo de um ponto de vista inocente – uma vez que Hollywood de maneira alguma é imparcial ou apolítica. Devemos lembrar, portanto, que no ano de produção de Poltergeist o mundo vivia os sobressaltos da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a ex-URSS, fato ao qual Spielberg não deixa de fazer menção no desenrolar da trama ao mostrar, por exemplo, imagens do presidente Ronald Reagan e cenas de guerra sendo exibidas na TV na hora do café da manhã. Entretanto, a despeito da leitura que se possa fazer no primeiro momento, o filme Poltergeist não é apenas uma história que fala do terror iminente de que forças inimigas – a URSS representada na figura dos Poltergeists – invadissem a casa dos estadunidenses no meio da noite e destruíssem tudo aquilo que lhes era caro e importante, destroçando suas conquistas e privando-os de sua liberdade – aliás, Freeling em inglês pode ser a junção de duas palavras dessa língua: free = livre e ling => linger = permanecer, persistir.

A idéia de que o inimigo invadisse sua vida de uma hora para outra no momento da estática – entenda-se aqui “momento de lazer, de relaxamento” - não parece se esgotar apenas na questão do conflito entre as duas superpotências oponentes, vai além disso. Metaforicamente, o aparelho de TV recebendo e reproduzindo apenas um chiado e imagens que ninguém entende, ou talvez, imagens distorcidas da realidade, pode ser comparado ao cérebro humano, à mente do telespectador que absorve e transmite todo aquele chiado e toda aquela distorção trazidos pelos programas de TV que bombardeiam nossas vidas todos os dias. Sob essa ótica, os Poltergeists deixariam de ser espíritos malévolos, energias fluídicas opositoras, demônios, eguns, encostos – ou como quer que queiramos defini-los – e passariam a se personificar na figura dos apresentadores com seus programas para a grande massa, tais quais Ratinho, Se Liga Bocão, Que Venha O Povo, etc.

Programas como esses, que aparentemente servem para entreter e/ou informar os cidadãos das coisas a que estes estão sujeitos - supostamente por conseqüência da falta de políticas públicas eficientes em sua cidade -, são, na verdade e na essência, Poltergeists, porque entram em sua vida sorrateiramente, possuem sua alma, destroem sua moral por calejar sua consciência e fazê-los, através da exploração insaciável e da banalização incansável das desgraças humanas, enxergar o mundo sob uma ótica apática – como a meninha Carol Anne muda e de olhos fitos sobre o monitor de TV -, imoral e despondente; sem lhes dar permissão de refletir, criticar e, por fim, exorcizar as mazelas a que foram/são expostos.

Por isso, talvez, seja preciso que nos coloquemos no papel da parapsicóloga Tangina ou do padre exorcista capazes de reverter e acabar com essa dessacralização, com esse estupro de nossas consciências e nossos lares, tomando, desse modo, a atitude do Sr. Freeling no final do filme Poltergeist: desconectando o aparelho de TV, e deixando-o lá, morto, sob a chuva, antes que seja tarde demais.

quarta-feira, maio 21, 2008

POESIAS


Eu faço poesia com olhos tristes,
De desencanto; com olhos sonâmbulos
Vagando pela névoa da noite.
Faço versos com olhos de pranto
Daqueles que perderam a mágica da vida.


Nos meus cantos ressoa um LÁ menor, solitário,
Com a 7a e com a 9a.
Depois do LÁ vem um MI, também menor,
Em desacordo.
Meus poemas são lamentos
De quem esqueceu os santos da infância
E de cujas fadas não se ouvem
Mais falar.

São memórias tristes e risos esquecidos
No canto da sala ou em outro qualquer lugar.
Minha lírica não é como a do Poeta
Evocando a vida, sem querer partir -
É, ao contrário, um Azevedo invocando Tânatos,
Anúbis ou outro etéreo ser.

Meus poemas são tristeza fria e geleiras eternas,
São mares, e mares, e mares
Sem nehnhuam terra.

quarta-feira, maio 14, 2008

PARIS HILTON E A PLEBE ROUGE

Hoje à tarde, indo de casa para o trabalho, tomei um daqueles coletivos onde se tem dois monitores tipo TV pendurados - esse tipo de veículação informativa é chamado de MIDIABUS - no teto no intuito de entreter e informar os passageiros.
Como estava sentado bem de frente a um dos monitores, pude absorver quase todo aquele dilúvio de informação despejado sobre mim como uma onda comunicativa dessa era tecnológica na qual, malgrado nosso, estamos afundados.
Passei por volta de 40 minutos dentro do ônibus, lendo, vendo e ouvindo o que a tecnologia podia me dar para enfrentar os engarrafamentos, esquecer o medo de ser assaltado e deixar para depois os problemas do dia-a-dia.
Nesse tempo, de olhos grudados na tela, o que vi foi um show de publicidade GRATUITA para uma das mais inúteis e fúteis personalidades que já vieram a este mundo: PARIS HILTON. Foram 10 minutos de informação detalhada sobre a vida da "patricinha mais amada dos EUA", cuja fortuna beira os.... milhões de dólares, cujas fotos rederam... que foi cotada para fazer o papel de madre Tereza de Calcutá no cinema... que isso, que aquilo... mais de 10 minutos de informação inútil sobre a vida fútil de PARIS HILTON, uma figura que 90% dos passageiros daquele coletivo jamais tinha ouvido falar - mas todos, inclusive eu, prestavamos atenção de todo ouvido, olhos e comentários a respeito.
Nada contra ter 10 minutos de informação inútil e narcótica sobre PARIS HILTON dentro de minhas 24 horas de existência diária, mas, no momento em que a América do Sul está se tornando um barril de pólvora com Evo Morales de um lado, Hugo Chavez de outro, panelaços na Argentina, preço do combustível subindo, inflação, metrô de Salvador há 10 anos para ser construído, Lula querendo um terceiro mandato etc, eu me pergunto qual seria mesmo o papel dessa SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO na qual estamos inseridos...


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Criança sequestrada em 1988 procura família biológica

OLHA ATENTAMENTE PARA ESSAS FOTOS Se essa criança te parece familiar, talvez ela seja . Se seus traços te lembram algum parent...