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segunda-feira, novembro 10, 2008

ai meu Deus, piedade!

Eu disse que não me apaixonaria novamente;
Prometi a mim mesmo, com todas as forças, apegado a todos os santos
que jamais quereria alguém de novo.
Jurei aos céus e à terra que nunca ninguém me faria suspirar nas horas de sossêgo,
Que ninguém jamais me faria rir à-toa, sem motivo, como um drogado diante do mar.
Mas, Deus, piedade!

Quando vejo aquele rosto, ali, para mim sorrindo - só pra mim;
Aquele sorriso maroto, sedutor e inocente.
Quando sinto uns lábios quentes
Um corpo ardente e um peito arfante,
O teu peito arfante, e o sussurro em meus ouvidos.
Piedade!

Onde estão minhas forças? onde estão minhas preces?
Elas se esvaem, se perdem pelo ar como a fumaça do incenso que o vento levou.
Meu oratório vazio, minhas igrejas sem círios, meus candelabros sem velas -
menorás sem luz!
Estou perdido nuns braços nus que me envolvem o corpo trêmito e me suspiram por inteiro.

Piedade de mim que sou ingênuo!
Piedade do pobre de peito em brasas, de olhos cheios de lágrimas e sorrisos puros.
Eu disse que jamais me apaixonaria novamente!
Mas foi apenas porque eu não te conhecia.


Londres ao pôr do sol

Devo confessar que nesta altura do campeonato não vi sequer um jogo da Copa do Mundo na Rússia. Eu sei, o Brasil está em polvorosa, ca...